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Conheça alternativas que ajudam a melhorar a autoestima de pacientes com câncer de mama

Touca térmica que evita queda de cabelo, tatuagens para reconstruir mamilo e sobrancelha são alguns recursos

Redação Sou BH - 18/10/18 as 09:00 - Atualizado em 19/10/18 as 16:01

mulher fazendo exame de mamografia auxiliada por uma profissional
Foto: Jose Luis Carrascosa/Shutterstock.com

A discussão em torno da prevenção do câncer de mama é extremamente importante, quando a doença é descoberta no estágio inicial, a chance de cura, em cinco anos, é de 98%. Mas outro ponto deve receber atenção de quem está por perto das pacientes em tratamento: a autoestima. “A personagem principal é a própria paciente, a confiança no tratamento tem que ser reforçada e a autoestima é importante demais desde o início”, revela o mastologista do Instituto Mário Pena, Gustavo Lanza.

Aos 28 anos, Daniele Cristina Costa se viu diante de um câncer de mama. Depois de duas cirurgias para a retirada do nódulo no seio direito, além dos medos e inseguranças em relação à sua saúde, a jovem ainda precisou enfrentar 12 sessões de quimioterapia e um receio extra: perder o cabelo. “A primeira coisa que a oncologista me contou foi sobre a touca térmica como uma forma de dar, logo no início, uma esperança do cabelo não cair”, conta assistente de Departamento Pessoal.

A técnica impede que o medicamento da quimioterapia chegue ao couro cabeludo e assim reduz e até impede a queda de cabelo. “A primeira vez é horrível, ninguém te fala da dor, que é insuportável. A touca chega a 13°C negativos, mas entre o cabelo cair e a dor, eu prefiro a dor”, explica a paciente. 

Segundo Lanza, a touca tem 65% de sucesso, mas requer uma série de cuidados e regras durante o uso. A paciente só pode lavar o cabelo no dia da quimioterapia com shampoo e condicionador infantil. Os fios não podem ser amarrados, além de ser proibido usar secador e chapinha. No caso de Daniele, as sessões eram semanais e ela tinha que ficar com o acessório uma hora antes de começar a quimioterapia, que durava seis horas, e meia hora depois. “A gente fica diferente. São muitos corticoides, a pele cheia de espinha, inchada. Teria sido pior sem o cabelo. Se eu tivesse que dar uma dica para outras pacientes, eu indicaria a touca”.


À esquerda, Daniele durante a quimioterapia e à direita, depois do fim das sessões. Foto: arquivo pessoal

Como funciona

A touca é feita de silicone, semelhante a um modelo usado na natação. É necessário umedecer o cabelo antes de colocar, para que grude na cabeça. “Os primeiros 10 minutos doem muito, porque queima. Ou você tenta esquecer a dor ou você tira”.

Os planos de saúde não cobrem o custo, o acessório é oferecido por algumas clínicas em BH. Daniele pagou R$ 120 por sessão e ganhou a primeira como uma forma de teste.

Reconstrução 

A micropigmentação também é uma opção para as mulheres que querem reconstruir o mamilo depois de cirurgias agressivas ou mesmo para refazer a sobrancelha.  “A tatuagem de aréola já é mais antiga e os resultados são excepcionais. Do ponto de vista estético é sensacional”, reforça o doutor.

Os valores e duração das sessões dependem da condição de cada paciente e dos locais que fazem a aplicação. Segundo a dermatologista Renata Zac, o pigmento não fica tão profundo quanto a tatuagem e a reconstrução normalmente é indicada pelo mastologista. 

Perucas

O Instituto Mário Pena recebe doações de cabelo para a confecção de perucas para as pacientes. Para doar, a mecha deve ter o tamanho mínimo de 21 centímetros. O corte deve ser feito com os fios secos e não tem problema se ele já foi tingido ou passou por tratamento químico.  

Como armazenar o cabelo:

- Amarre o cabelo com um elástico bem preso para garantir que os fios não se soltem. É importante que o cabelo esteja completamente seco, já que pode mofar se estiver molhado ou úmido;

- Coloque a mecha em um plástico transparente fechado;

- Identifique, com uma etiqueta, nome, endereço, telefone e e-mail do doador.

Pontos de Entrega:

Hospital Mário Penna - Bazar das Voluntárias (Av. Churchill, 230 - Santa Efigênia/BH) 
Segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 16h 
Contato: 3489-6600

Hospital Luxemburgo - Portaria Principal (Urna Rua Gentios, 1350 - Luxemburgo/BH)  
Segunda a domingo em qualquer horário 
Contato: 3299-9000

Casa de Apoio Beatriz Ferraz - Portaria da Casa de Apoio (Rua Paraisópolis, 887 – Santa Teresa/BH) 
Segunda a sexta, das 8h às 18h 
Contato: 3465-9350

Para Envio Via Correio: 
Sala das Voluntárias - Rua Joaquim Cândido Filho, 91 - Bairro Luxemburgo (Subsolo do Hospital Luxemburgo) CEP 30380-420 - BH/MG  

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