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Quer parar de fumar? Prefeitura tem programa gratuito de controle do tabagismo

Conheça a rede de apoio a fumantes em BH e veja estratégias para largar de vez o vício


Créditos da imagem: Divulgação/PBH
Main controle do tabagismo cs dom cabral foto divulgacao pbh
Redação Sou BH
17/02 às 09:00
Atualizado em 17/02 às 09:00

No Brasil, 10,1% da população é fumante. Um dado preocupante em pleno 2019, quando os malefícios do cigarro são mais do que comprovados. No entanto, a disseminação de informações sobre as vantagens de um estilo de vida mais saudável tem mudado esse quadro. Em BH, o percentual de tabagistas caiu de 15,6% para 8,7%, em 10 anos.

Os fumantes belo-horizontinos têm um aliado a mais na luta contra o vício, o Programa de Controle do Tabagismo da prefeitura. Afinal, como é considerado uma doença devido à dependência da nicotina, o problema é questão de saúde pública.

O tratamento é feito com profissionais, prioritariamente nos Centros de Saúde (CS) da cidade. Para participar, basta manifestar o interesse a uma equipe da unidade de básica de saúde mais próxima e aguardar a oferta de uma nova turma. São seis meses de apoio baseado na terapia cognitivo-comportamental, e a indicação de remédios, se for necessário.

 

“Reforçamos no grupo o conceito de que o medicamento não é totalmente responsável pelo resultado. É preciso vontade do usuário e o apoio multiprofissional. Desenvolvo o grupo há sete anos, e é relevante perceber que os encontros têm gerado efeito”, afirma Fabíola Fraga, fonoaudióloga do CS Dom Cabral.

 

A abordagem intensiva na capital é feita em grupos de 10 a 15 participantes, podendo haver atendimentos individuais, em casos específicos. A equipe é composta por 1 ou 2 profissionais de saúde de nível superior, com quatro sessões semanais durante o primeiro mês, duas quinzenais, e uma reunião mensal do terceiro ao sexto mês, totalizando dez sessões.

 

O elemento mais importante, porém, é o desejo de largar o vício. A farmacêutica e referência técnica do programa, Vanessa Detomi, atribui a procura significativa dos fumantes pela intervenção à: busca por qualidade de vida e hábitos saudáveis, restrições da sociedade ao tabagismo e o preço dos maços de cigarros.

 

“Considera-se um ex-fumante uma pessoa que está há 12 meses em abstinência de nicotina e, geralmente, são necessárias de três a cinco tentativas para isso acontecer. Um grupo de 15 pessoas é efetivo quando 30% conseguem ficar sem fumar por um ano”, explica Vanessa.

 

Para o taxista Valdir Pinto, de 65 anos, a iniciativa de procurar o grupo partiu da indicação de uma amiga.  “Ela me recomendou o centro de saúde e falou da metodologia utilizada nas reuniões. Eu gostei muito do grupo, tanto que vou continuar a participar e incentivar outras pessoas”, afirma Valdir.

 

Além de procurar o apoio do programa da prefeitura, interessados em largar de vez o tabagismo podem tomar algumas atitudes. Veja as dicas da farmacêutica Vanessa Detomi:

 

- O primeiro passo é marcar um dia para parar de fumar, sem relação a nenhuma data comemorativa importante. E se preparar para esse momento, eliminando os cinzeiros da casa, por exemplo.

 

- Há duas formas para encerrar o vício. A gradual, em que se reduz a quantidade de cigarros ou aumenta o tempo de intervalo entre cada um. Já na abrupta, considerada mais efetiva, a pessoa para de fumar assim que decide.

 

- Se o fumante tiver a chamada fissura, que é o desejo mais intenso e incontrolável pela substância, a recomendação é parar o que estiver fazendo, sair do ambiente, respirar fundo e beber água. A sensação não dura mais do que cinco minutos e não se repete mais depois de cerca de quatro semanas.

 

- Adote hábitos saudáveis, como exercícios físicos. Eles diminuem a abstinência à nicotina e conseguem proporcionar a mesma sensação de prazer do cigarro.

 

*Com Prefeitura de Belo Horizonte 

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