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Nutricionista ensina como aumentar a imunidade em tempos de Covid-19

Descubra quais grupos de nutrientes são capazes de auxiliar organismo e aumentar resistência


Créditos da imagem: Alexandr Vorobev/ shutterstock
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Redação
23/06 às 09:00
Atualizado em 23/06 às 09:00

Enquanto vacinas ou tratamentos realmente eficazes contra o coronavírus não são descobertos, alimentação saudável é determinante para diminuir as chances de contaminação. Em caso de diagnóstico confirmado, ela ainda pode contribuir para que o paciente não apresente sintomas graves e tenha um tratamento mais tranquilo.

Abaixo, a nutricionista clínica Gisele Magalhães tira algumas dúvidas e dá dicas de alimentos que podem aumentar a imunidade. Veja!

 

As frutas cítricas podem melhorar a imunidade? Por que? Como consumi-las?

As frutas cítricas são ricas em vitamina C, nutriente superimportante para o nosso sistema imune assim como as proteínas encontradas nas carnes, leite, ovos e derivados.

A melhor forma é optar pelo consumo in natura. Quando você consome a laranja, por exemplo, além de ingerir vitamina C, ingere, também, suas fibras, importantes para equilibrar o intestino, principalmente neste período de confinamento em que nos movimentamos pouco.

 

A versão natural do iogurte, produzido com leite e fermento lácteo, pode contribuir para fortalecer o sistema imunológico?

Os iogurtes comprados em supermercado, de modo geral, têm uma variedade de aditivos. Esses aditivos são sempre mais nocivos para o nosso organismo. Por isso o iogurte natural, que é menos ultraprocessado, sem dúvida é mais saudável. Consequentemente ele vai auxiliar o sistema imunológico contra possíveis infecções.

 

Existe alguma recomendação diária para o consumo de alimentos saudáveis?

A quantidade vai variar conforme cada pessoa. Os pacientes com câncer, por exemplo, perdem muitos micronutrientes devido ao tratamento. Sendo assim, vão precisar de determinados nutrientes em quantidade maior. Entretanto, a recomendação básica de comermos entre três e seis frutas, diariamente, e uma refeição completa com arroz, feijão, verduras, legumes, carne ou ovo, tanto no almoço quanto no jantar, serve para toda a população em condições normais de saúde. Além disso é importante, ressalto, comer a comida mais natural possível e minimamente processada.

 

Desde que a pandemia de Covid-19 chegou ao Brasil, uma das recomendações é a hidratação intensa. Como a água é eficaz para prevenir o organismo de infecções?

O sistema circulatório funciona com mais eficácia quando o corpo está bem hidratado. Com isso aumenta a circulação de nutrientes e o metabolismo permanece saudável, em equilíbrio. Vale lembrar, também, que o nosso corpo é formado de 70% de água. Por isso é importante não deixar a hidratação de lado. Quando você se desidrata, pode ter alterações de temperatura, pressão arterial e diminuição do ânimo/bem estar. A água é fundamental para tudo isso. O ideal é que um indivíduo saudável beba de 1,5 a 2l por dia deste líquido precioso.

 

Alguns hábitos do dia a dia também podem reduzir a imunidade, como, por exemplo, o excesso de atividades físicos ou a prática de exercícios muito intensos?

Sim. Esse excesso gera um desgaste no organismo humano. Desgaste esse, muitas vezes, impossível de ser reposto. Se você está desgastado, certamente terá menos nutrientes capazes de protegê-lo. O ideal é optar pelos exercícios leves e moderados. Uma caminhada de 10, 15 minutos no quintal ou um alongamento em um dos cômodos da casa podem ser úteis para manter a atividade do corpo em dia e fugir do sedentarismo. Se você não souber exatamente o que fazer, vale buscar ajuda de algum profissional de educação física, capaz de orientá-lo sobre exercícios que podem ser feitos em casa.

 

Noites mal dormidas também podem prejudicar a imunidade?

Demais!! Em uma noite mal dormida não conseguimos repor todas as energias que iriamos reconquistar no sono regular, de 8h. Com isso sentimos, no dia seguinte, a necessidade de buscarmos alimentos mais calóricos, energéticos, mas não necessariamente nutritivos, para repor aquilo que ficou perdido no sono. Além disso o cansaço gera uma queda de energia, o que deixa o organismo mais vulnerável.

Uma noite mal dormida provoca ainda alterações em dois dos nossos hormônios, o GH e o cortisol. O primeiro, por exemplo, é o hormônio do crescimento, ajuda na síntese de massa muscular. Quem tem perda de massa muscular ou não consegue fazer essa reposição de forma adequada, fica mais suscetível a infecções oportunistas.


* Gisele Magalhães é nutricionista clínica, responsável pelo atendimento a pacientes com câncer do Cetus Oncologia.

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