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Ministério da Saúde inicia campanha nacional de vacinação contra o sarampo

Neste ano, o ministério já confirmou 83 casos de sarampo e um quadro endêmico no Norte do país


Créditos da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Agência Brasil
21/05 às 11:13
Atualizado em 21/05 às 11:34

O Ministério da Saúde vai fazer uma campanha de vacinação contra o sarampo em todo o país a partir do dia 10 de junho. Neste ano, já foram confirmados 83 casos da doença, além de ter sido constatada uma endemia no Pará, região Norte do Brasil.  

Do total de casos no país, 43 deles foram registrados no Pará, 27 em São Paulo, 4 no Amazonas, 3 em Santa Catarina, 3 em Minas Gerais, 2 no Rio de Janeiro e 1 em Roraima. Deste total, 27 são autóctones – nativos de determinada região – e todos eles de residentes no Pará. Os demais casos foram importados de outro país ou ainda não foi possível identificar a fonte de infecção. De janeiro a maio do ano passado, o ministério havia notificado 117 casos de sarampo no país, com duas mortes.

O sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa, viral e contagiosa, transmitida pela fala, tosse e espirro. Os sintomas são febre alta – acima de 38,5º C –, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele e brancas na mucosa bucal. A vacinação é a única maneira de prevenção A vacina que protege contra a doença é a tríplice viral, que também imuniza contra caxumba e rubéola.

As complicações mais comuns do sarampo são infecções respiratórias, otites, doenças diarreicas e doenças neurológicas. As complicações do sarampo podem deixar sequelas, como a diminuição da capacidade mental, a cegueira, a surdez e o retardo do crescimento. O agravamento da doença pode levar à morte de crianças e adultos.

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Em março deste ano, no entanto, o Ministério da Saúde confirmou à Opas um caso de sarampo endêmico ocorrido no Pará, no mês de fevereiro. Com isso, o Brasil perderá a certificação de país livre da doença e precisará iniciar um plano para retomar o título dentro de 12 meses.

Segundo o ministério, o governo federal estabeleceu a cobertura vacinal como meta prioritária da gestão de saúde no país. Nessa agenda de prioridades, o ministério lançou, em abril, o Movimento Vacina Brasil, buscando reverter o quadro de queda da cobertura vacinal dos últimos anos.

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