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Tecnologia fashion: marca belo-horizontina alia realidade virtual a catálogos de moda

Startup busca fomentar o mercado mineiro ao criar coleções colaborativas e mais sustentáveis para empresas locais


Créditos da imagem: Marina Moreira/Sou BH
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Redação Sou BH
19/11/18 às 18:41
Atualizado em 01/02 às 17:43

Por Júlia Alves

Unir tecnologia, sustentabilidade e moda. Esse é o objetivo da Selletiva, startup mineira de marketing digital que tem se destacado por dar uma pegada mais tecnológica para o mundo fashion. Focando em coleções colaborativas e que apoiam marcas de grande, médio e pequeno porte, a empresa inova ao trazer a realidade virtual para os editoriais de moda e iniciativas mais sustentáveis para os seus projetos.

Idealizada pela publicitária Fernanda Gomes, a marca é fruto de uma inquietude da belo-horizontina. Apaixonada pela moda, a jovem decidiu unir a profissão de comunicadora ao meio que tanto gostava, criando a Selletiva. “Trabalhamos com soluções para moda – sejam fotos, fashion films, redes sociais e construção de e-commerce. Recentemente estamos voltados mais para a tecnologia. Fomos a primeira agência a produzir um editorial de moda em realidade virtual. Fizemos para uma marca local e, com o resultado positivo, queremos fazer mais projetos que saiam do mesmo”, afirma Fernanda.

Do tecnológico ao colaborativo

Com um ano de mercado, a startup possui um formato voltado especialmente para a moda e o crescimento desse mercado, atendendo 20 marcas de BH e duas de São Paulo. A intenção é criar oportunidades de negócios, independente do porte da empresa, além de coleções de moda inovadoras e técnicas mais sustentáveis de disseminar este conteúdo.

“A ideia é ser local, atendendo e fortalecendo a economia local – seja para empresas de Minas Gerais, São Paulo ou do Brasil. A gente acredita que com marcas menores se juntado e tendo oportunidade de expandir, podemos criar um mercado local mais forte e que pode se unir a mercados de outros locais”, comenta a publicitária.

Na parte tecnológica da empresa, eles produziram recentemente seu primeiro catálogo em realidade virtual. De acordo com Fernanda, os óculos usado para o projeto foi feito pela própria startup com materiais reutilizáveis. A plataforma tem o objetivo de reafirmar este papel sustentável, além de garantir uma maior interatividade entre as marcas e os clientes.


Marina Moreira/Sou BH

“A intenção do VR [realidade virtual] é ser sustentável, já que pode substituir o editorial impresso, e ser um catálogo interativo. Você também pode clicar nas peças com links próximos às modelos, podendo ir direto para o site ou Instagram. Os óculos, mesmo que não tenham um acabamento mais refinado, permitem esses cliques com o celular”, pontua a empresária.

Já no âmbito colaborativo, a Selletiva busca criar uma rede entre as empresas atendidas. Funcionando como uma mediadora, a empresa traça o caminho certo para que essas marcas conversem entre si. Criando um editorial em conjunto, a Selletiva combina segmentos e estilos próximos no material e a coleção ganha a cara dessas marcas com um nome temático. A ideia é potencializar o efeito do editorial, com todas as marcas participantes lançando um mesmo catálogo em diversas plataformas, aumentando o alcance e diminuindo o custo.

Outros projetos

Se consolidando no mercado, a marca já conta com diversos projetos. Um deles é a Feira Inquieta. O evento, que deve ocorrer duas vezes ao ano, é uma iniciativa da Selletiva com outras marcas e profissionais da área em BH. Unindo todos esses nomes, a feira funciona como um laboratório para empresas, além de um local para expor seus produtos. “Todas as marcas que se inscreveram na feira e mostram suas ideias e produtos em um laboratório com profissionais do mercado, influencers e outros. A partir daí as marcas podem participar de um evento aberto ao público fomentado pela Selletiva”, pontua Fernanda.

Nesta pegada de eventos, a empresa também já criou um trabalho especial para o Bloco Juventude Bronzeada. Com o desenho das camisas da bateria e uma campanha diferente, a Selletiva organizou uma feira utilizando o conceito do bloco e aberta ao público e outros produtores locais.

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