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Governo confirma primeiro caso de sarampo importado em Minas após seis anos

A vacina contra a doença está disponível em todos os 152 centros de saúde da capital


Créditos da imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil
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Redação Sou BH
26/02 às 16:15
Atualizado em 26/02 às 19:03

O primeiro caso de sarampo importado dos últimos seis anos em Minas Gerais foi confirmado na última segunda-feira (25). O quadro é classificado como importado, já que o paciente, um italiano residente em Betim, na Região Metropolitana de BH, apresentou os sintomas pouco depois de uma viagem internacional.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o paciente fez viagens à Croácia e à Itália nos meses de dezembro de 2018 e janeiro deste ano. Após apresentar sintomas, o homem foi hospitalizado e os resultados laboratoriais feitos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) e pela Fiocruz/RJ deram resultado positivo para o vírus do sarampo.

“O genótipo identificado na amostra do italiano foi o D8, que tem 100% de identidade genética com os vírus circulantes na Turquia, na Rússia, na Finlândia e na China”, afirma, em nota, a secretaria.

Os últimos casos

Em Minas, os últimos casos autóctones – aqueles com transmissão dentro do próprio município – ocorreram em 1999 (nove casos). Já em 2011, o estado detectou um caso da doença importado da França e, em 2013, foram dois casos importados dos Estados Unidos. 

Em 2016, o Brasil recebeu da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo e atualmente empreende esforços para manter o certificado. Porém, nos últimos anos, os casos importados voltaram a acontecer no país e o Brasil corre o risco de perder o certificado se não conseguir reverter os surtos registrados em todas as regiões até o final fevereiro de 2019. 

Vacinação

A vacina está disponível em todos os 152 centros de saúde da capital, de segunda a sexta, das 9h às 17h. Para a proteção contra o sarampo são necessárias duas doses para quem tem até 29 anos de idade. Para maiores de 29 é necessária apenas uma dose. Quem for viajar para regiões com transmissão do vírus deve estar com as vacinas atualizadas antes da viagem.

Para o carnaval, a Secretaria Municipal de Saúde fará uma campanha especial com materiais educativos para as redes sociais, que foram encaminhados às entidades que representam os motoristas profissionais, rede hoteleira, bares e restaurantes para que eles possam multiplicar essas informações entre seus colaboradores.

Quem ainda não foi vacinado deve procurar, o mais rápido possível, um centro de saúde para receber a dose da Tríplice Viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba.

A doença

O sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, grave, transmissível, altamente contagiosa e comum na infância, mas que também ocorre entre adultos. A doença começa inicialmente com febre, manchas avermelhadas que se distribuem de forma homogênea pelo corpo, sintomas respiratórios e oculares.

No quadro clínico clássico as manifestações incluem tosse, coriza, conjuntivite, fotofobia (aversão à luz) e manchas de koplik (pequenos pontos esbranquiçados na mucosa oral). A evolução da doença pode originar complicações infecciosas como amigdalites (mais comum em adultos), otites (mais comum em crianças), sinusites, encefalites e pneumonia, que podem levar ao óbito.

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções presentes na fala, tosse, espirros ou até mesmo respiração. Na presença de pessoas não-imunizadas ou que nunca apresentaram sarampo, a doença pode manter-se em níveis endêmicos, produzindo epidemias recorrentes.

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