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Casos de dengue crescem 224% no país; Minas tem mais de 66 mil registros prováveis

Neste ano número de mortes também teve aumento no Brasil, com 62 casos no primeiro trimestre


Créditos da imagem: NAOWARAT/Shutterstock
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Redação Sou BH
25/03 às 18:05
Atualizado em 25/03 às 18:27

Com apenas 11 semanas, 2019 já registrou 229.064 casos de dengue no Brasil. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25) pelo Ministério da Saúde e apontam para um aumento de 224% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 62,9 mil ocorrências. Em Minas Gerais foram 66.629 registros prováveis, que corresponde à soma dos confirmados e suspeitos. Já na capital mineira, foram 3.971 ocorrências.

Quando analisada a incidência da dengue no país a cada 100 mil habitantes, até 16 de março, foram 109,9 casos. Em Minas foram 261,2 casos/100 mil habitantes. As mortes provocadas pela doença também tiveram um aumento de 67%, passando de 37 para 62. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) até o levantamento mais recente, divulgado na tarde de hoje, foram confirmados seis óbitos por dengue nos municípios de Arcos, Betim, Passos, Uberlândia e Unaí. Ao todo, são 27 óbitos em investigação no estado. A SES ainda pontua que os óbitos em questão foram notificados ao longo de 2019 e não são, necessariamente, óbitos recentes.

A situação preocupa

O estado viveu três grandes epidemias em 2010, 2013 e 2016. O número de casos neste ano já ultrapassou o número de casos registrados em períodos não epidêmicos. Por isso, até o momento, 2019 segue a tendência de anos em que ocorreram epidemias. No entanto, com menor intensidade que as duas últimas.

Além disso, nas quatro últimas semanas epidemiológicas – de fevereiro a março – 53 municípios estão com incidência muito alta de casos prováveis de dengue, 40 apresentam incidência alta e 89 municípios com média incidência.

As ações de prevenção

Em relação à chikungunya, Minas registrou 869 casos prováveis da doença. Em 2019, até o momento, não houve registro de óbitos suspeitos da doença. Já sobre a zika, foram 262 registros prováveis.

Apesar do aumento expressivo no número de casos, a situação ainda não é classificada pelo governo federal como epidemia. O último cenário de epidemia identificado no país, em 2016, segundo o Ministério da Saúde, teve 857.344 casos da doença entre janeiro e março.

“É preciso intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti [mosquito transmissor da doença] para que o número de casos de dengue não continue avançando no país”, destacou o ministério.

De acordo com a SES, Minas conta com ações de controle da dengue, zika e chikungunya permanentes. Entre as medidas então o Programa Estadual de Controle das Doenças Transmitidas pelo Aedes, o monitoramento dos indicadores municipais de Monitoramento das Ações de Vigilância e a elaboração dos Planos de Contingência Estadual e Municipais para prevenção e controle das doenças transmitidas pelo Aedes.

“A SES-MG adquiriu insumos estratégicos para tratamentos dos pacientes com as arboviroses para dengue, zika e chikungunya para os municípios com casos notificados. Além disso, aquisição de equipamentos para aplicação de inseticidas e vigilância laboratorial, conforme preconizado. Também foi realizada capacitação de equipe de referência”, ainda pontua a secretaria.

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