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Sou BH Talks debateu o documentário O Dilema das Redes

Em um bate-papo que falou sobre as dinâmicas e o alcance das redes sociais, Pati Lisboa recebeu especialistas no assunto



Créditos da imagem: Netflix/ Divulgação
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Redação Sou BH
01/10/20 às 17:14
Atualizado em 08/10/20 às 15:32

Em formato de documentário, a plataforma de streamings Neflix lançou o seu mais novo sucesso: O Dilema das Redes. O filme explora todas as influências que as redes sociais podem causar em seus usuários, como vícios, desordens, a criação de uma nova realidade vindoura, bem como os lados positivos e lúdicos dessas ferramentas. Pensando nisso, até onde o uso das mídias digitais é saudável em nosso cotidiano e de que forma ele pode ser mais construtivo?

Para responder essa e outras questões, a apresentadora Pati Lisboa recebeu Thalita Rodrigues, psicóloga social e psicanalista; Fabrizzio Nardi, sócio gestor da F. NARDI e da SOUNDVIEW, empresas de design e tecnologia e reconhecimento de áudio; e Silvia Machado, product management leader da agência Jüssi.

De início, os convidados debateram, sob suas perspectivas, os diálogos levantados pelo filme, como comunicação em massa, uso das redes, tecnologia moderna, comportamento e impacto das mídias sociais na sociedade.

 

A tecnologia expoente

 

Continuando o assunto, os participantes, junto com Pati Lisboa, questionaram esse segmento tecnológico que vem crescendo de forma rápida e expoente. Analisando o ramo, Thalita chama a atenção para a falta de diversidade trabalhista da área de tecnologia. “Me chama a atenção que são sujeitos muito parecidos, com pouquíssima ou nenhuma diversidade. Vocês repararam que são todos homens? Brancos, quase todos? As mulheres, no documentário, falam muito pouco. Apareceram, no máximo, duas pessoas negras. Essa falta de diversidade me incomodou, pois eu sei que isso é um retrato da sociedade”, diz a psicóloga.

Em outro momento, Fabrizzio aborda a questão do roteiro e as imagens apresentadas. “O roteiro e a atuação não são questões muito bem elaboradas no filme, mas a mensagem é muito forte. Eu trabalho na área de tecnologia há muitos anos, e eu percebo, que, se pegarmos a história da humanidade, o nosso comportamento é o mesmo, o que mudou foi as ferramentas. E isso tem tudo a ver com a questão da persuasão, porque ela realmente nos vicia. Nós somos os passivos, somos o que recebemos isso, e passamos horas navegando”, comenta.

Já Silvia fala sobre os reais perigos que as redes sociais podem trazer para o usuário. “A internet do jeito que ela existe hoje só existe por conta da publicidade, os algoritmos evoluíram para beneficiar os anunciantes, e os benefícios foram criados por conta disso. Por isso, precisamos estar atentos. E isso sem falar nas Fake News, o design como acarretador de vícios, e como as redes sociais são impulsionadoras de ansiedades e depressões”, finaliza.

O bate-papo continuou de forma bastante educativa, e os convidados ainda falaram sobre os pontos de atenção ao se utilizar as redes, e os benefícios que também provêm delas. Para assistir à conversa completa, veja o vídeo abaixo:



Sou BH Talks

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