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Sou BH Talks falou sobre mulheres de negócios e os desafios em nossa sociedade

Pat Lisboa recebeu Cris Carneiro, Betania Chebly, Renata Carvalho e Rafaela Kayser Nejm para um bate-papo sobre vida e carreira



Créditos da imagem: Sfio Cracho/shutterstock
Main destaque sfio cracho
Redação
16/09 às 18:49
Atualizado em 22/09 às 14:41

Quais são os desafios de ser mulher, mãe e empresária em nossa sociedade? Quando pensamos nesse assunto, logo nos vem à cabeça um monte de tarefas. Quanto ao filho, por exemplo, é preciso educar, alimentar, conversar, brincar e ensinar, ou seja, uma agenda bastante cheia. Agora, adicione todos esses afazeres às responsabilidades de ser uma empreendedora, como a administração do negócio, a gestão dos funcionários e o acompanhamento das demandas dos clientes. Sem falar nas atividades pessoais e na rotina de autocuidados.

Para debater esse tema, Pat Lisboa recebeu no Sou BH Talks Cris Carneiro, jornalista e digital influencer; Betania Chebly, empresária e personal branding; Renata Carvalho, empresária, empreendedora e CEO da She’s the Boss; e Rafaela Kayser Nejm, sócia empresária do Grupo Super Nosso.

Abrindo o bate-papo, Cris Carneiro falou sobre as desigualdades entre mulheres e homens, não apenas no mundo dos negócios, mas em diversas áreas da vida, e como isso afeta as mulheres. “Eu acho que o que mais incomoda hoje é a pressão que existe sobre a mulher. Se eu for falar sobre o mercado de trabalho, os salários das mulheres geralmente estão aquém do salário dos homens. E as cobranças são muito maiores. Infelizmente hoje a gente tem uma jornada tripla de trabalho das mulheres, e é uma realidade que não é dos homens. Então junta-se a cobrança da sociedade, das empresas sobre os papeis da mulher, junta-se isso a um salário menor, a cobrança em ser excelente como mães (as que são mães), excelente como profissional, as cobranças estéticas que a sociedade impõe, então eu acho que a mulher sai com uma grande desvantagem perante aos homens. O que se espera da mulher é muito mais do que se espera dos homens, elas têm que provar muito mais, enquanto o homem tem que ser bom, a mulher tem que ser muito boa”.

Perguntada sobre como administrar todas as funções com êxito, desde ser mãe a administrar carreira e vida pessoal, Betânia Chebly tem uma dica de ouro! “Eu acho que tudo depende da maneira que você vê, e eu sempre foco no positivo. Eu faço isso como meu mantra de vida. Então eu consigo fazer as coisas focando sempre na parte boa. A hora que eu vou ensinar um exercício para minha filha de 4 anos, eu dedico meu tempo totalmente a ela, eu acho que isso também é uma coisa legal. Eu fiz uma vez um curso de gestão do tempo e eu aplico isso demais. Eu divido meu tempo e tudo que eu faço, eu faço até o final. A vida são ciclos, e a gente tem que entender isso. Eu acho que isso é um grande entendimento que a mulher tem que ter também. E a gente tem que viver tudo com muito amor. Foca no positivo, o que é que tem de bom? ”, diz.

Para Renata Carvalho, o fato de ser mulher no mundo tecnológico, majoritariamente masculino, a tornou uma líder mais pragmática. “Eu fundei a minha empresa de tecnologia em 98, e na faculdade os meninos tinham medo de mim, por que eu já tinha agencia, eu já trabalhava e ganhava dinheiro empreendendo em tecnologia. Mas muitas vezes eu comecei a analisar minha carreira e olhar para trás, e perceber que eu tive que ser uma líder muito autoritária, por que eu tinha que impor os meus desejos, planejamentos e processos para minha equipe masculina, mesmo sendo líder da empresa, mesmo sendo a dona do negócio. Mas eu percebi isso muito tempo depois, e me tornei uma líder muito pragmática”, conta.

Já Rafaela Kayser, acredita que mesmo sendo mulher e enfrentando dificuldades, quem tem o desejo de estar num espaço de gestão, ou qualquer outro que sonhe, não deve desistir e precisa se capacitar para se impor diante das desigualdades. “Eu começava a dar meus pitacos dentro da empresa, gerida pelo meu pai e meu irmão, a irmã mais nova, a filha mulher, mas no fundo eles viam que tinha alguma coisa ali e me desafiaram a assumir. Foi um desafio, mas em momento nenhum eu me senti incapaz. Talvez eu não tivesse o preparo necessário, aí eu busquei me preparar, fui autodidata, me esforcei dentro disso com o maior gosto e busquei estrutura. Acho que é muito importante, se você se sente capaz e quer muito uma coisa, acho que é importante você buscar estrutura para fazer. Preciso me esforçar para conseguir aumentar a visão diferente da mulher. Tudo exige um esforço de buscar argumentos e capacitação para que essa diferença possa somar e não ficar em confronto”, afirma.

Confira esse bate-papo incrível e completo abaixo!


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