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Princesas e super-heróis invadem os teatros de BH

Crianças se fantasiam de seus personagens favoritos para assistir a espetáculos



Créditos da imagem: Leca Novo
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As crianças costumam ir fantasiadas a espetáculos infantis, como o “Cinderella” no Palácio das Artes
Redação Sou BH
06/08/14 às 22:11
Atualizado em 01/02/19 às 17:57

Nos últimos dois meses, Belo Horizonte recebeu as ilustres visitas de Cinderela, Peppa Pig, Galinha Pintadinha e Shrek. E, em agosto, o camundongo Mickey e sua turma virão a BH para um espetáculo especial no Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537 – Centro). Em comum, os espetáculos têm a cena de crianças fantasiadas de seus personagens favoritos.

Segundo a psicóloga e ludoterapeuta Maria Cristina Rocha, o chamado faz-de-conta é essencial na vida da criança. “O brincar é o que a criança faz de mais sério, tem a mesma importância do trabalho na vida do adulto. Através do lúdico, ela consegue expressar suas emoções; usa a fantasia para entender a realidade, lidar com as dificuldades”, conta.

Mestre em Educação, Maria Cristina ressalta que a maneira de pensar da criança é diferente. “Os pais devem atentar para o comportamento dos filhos, o faz-de-conta traça uma linha tênue entre o ideal e o real. Apesar da brincadeira, do desejo de ser uma princesa, a menina não pode fugir da realidade. Crescer, por exemplo, idealizando um príncipe perfeito. Nem os meninos, acreditando que são invencíveis”.

A administradora Luciana Volkruger, de 43 anos, adota esta postura com a filha Alice, de 7. “Vejo as brincadeiras, as fantasias e a literatura infantil de forma saudável. A Alice separa bem, sabe distinguir a realidade. Apesar de gostar muito, entende que há lugares e situações onde não é possível se vestir de Ariel ou Minnie, suas personagens prediletas”. E lembra um fato curioso: “Quando ela era mais nova, as pessoas diziam ‘você é a Alice do País das Maravilhas’ e ela logo se defendia, ‘não sou Alice, sou só Alice’”.

Na casa da publicitária Patrícia Barbabela, 32, o equilíbrio também está presente. Mãe de dois meninos: Luiz Henrique, de 6 anos e Pedro Hanriout, de 4, ela considera importante chamar atenção para os valores de cada um. “Eles adoram os super-heróis e os ideais que eles defendem, especialmente de força e coragem. E eu realço sempre que o Luiz e o Pedro também são fortes e corajosos, são importantes por eles mesmos”. Tudo isso, “sem ser um general”, explica Patrícia, que acredita não haver regras para lidar com a questão do limite. “Ele deve acontecer de forma natural, assim como a construção da identidade de cada um. A admiração, especialmente pelos personagens exageradamente divulgados nos meios de comunicação, é normal. Não posso afastá-los do resto do mundo, eles precisam se identificar, socializar com outras crianças, que curtem as mesmas coisas”.

Disney Live

Para os admiradores do fantástico mundo Disney, o Palácio das Artes recebe mais uma vez Mickey e sua turma. O espetáculo “Show de Talentos do Mickey” - em cartaz dias 28, 29 e 30 de agosto - traz personagens como Tigrão, Cinderela, Buzz Lightyear, Woody e muito mais, em uma aventura à caça de talentos.

Baseado no conceito de um desenho animado vivo, a peça recria no palco “coisas que acontecem apenas em desenhos animados”, explicou o escritor Bradley Zweig. “Em um desenho animado nada é impossível. As coisas mais bobas, loucas e divertidas acontecem sem motivo ou razão e em ‘Disney Live! Show de Talentos do Mickey’ ocorre o mesmo”, acrescenta.

O show de talentos tendo Mickey como diretor, Minnie de figurinista, Pateta como o confuso ajudante de cenário e Pato Donald responsável pelo “Ka-Pow!” está em turnê pelo Brasil e passará por nove cidades até outubro deste ano. Depois da capital mineira, segue para Natal, Rio de Janeiro, Curitiba e, por fim, Porto Alegre.


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