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Governo investiga possível caso de sarampo na Grande BH

Último registro da doença em Minas foi em 2013


Créditos da imagem: Marcus Ferreira/Agência Minas
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Redação Sou BH
25/01 às 11:44
Atualizado em 01/02 às 17:02

Um italiano, de 29 anos, residente em Betim está internado desde o dia 21/01 num hospital de BH com suspeita de sarampo. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a situação do paciente é estável, mas será necessário um segundo exame para confirmar a contaminação.

Trata-se de um caso suspeito importado (sem transmissão dentro do estado ou país) de sarampo. O paciente não soube informar se já foi vacinado contra o sarampo e nem relatou se teve a doença na infância. Algumas medidas já foram tomadas como bloqueio vacinal no ambiente hospitalar, na residência em Betim e na empresa em que o homem trabalha.    

Diagnóstico

Segundo a SES, para ter um diagnóstico definitivo de confirmação do sarampo é necessário uma segunda amostra positiva. Após a segunda coleta, as amostras suspeitas são enviadas à Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ/RJ), que faz outro teste nas análises. Somente depois deste processo, um caso pode ser considerado confirmado.

Vacinação

Em Minas Gerais, a meta mínima recomendada para a campanha nacional contra o sarampo e rubéola em crianças entre um e cinco anos, que é de 95%, foi alcançada e a cobertura vacinal até ultrapassou o previsto, chegando a 97,49%. A vacina tríplice viral está disponível em todas as unidades básicas de saúde do Estado e protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba. 

Os últimos casos com transmissão dentro do próprio estado ocorreram em 1999 (nove casos). No ano de 2013, foram confirmados dois casos de sarampo de residentes em Minas, ambos importados (contágio ocorrido na Flórida-EUA). 

A doença 

O sarampo é uma doença infecciosa grave, provocada por vírus, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, podendo ser contraída por pessoas de qualquer idade. É caracterizada por febre, inflamação das mucosas do trato respiratório, erupção maculopapular generalizada seguida por descamação. É importante lembrar que a única forma de prevenção é a vacina oferecida de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com Secretaria de Estado de Saúde

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