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Com apoio de famosos, campanha arrecada recursos para museu da UFMG que pegou fogo

Financiamento coletivo ganha reforço de artistas na reta final e bate meta de arrecadação



Créditos da imagem: Divulgação
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Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG foi atingido por incêndio em 15 de junho de 2020
Redação Sou BH
24/02 às 09:54
Atualizado em 24/02 às 09:56

A campanha de financiamento coletivo 'Renasce museu', lançada em janeiro deste ano pelo Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, ultrapassou nesta quarta-feira (24) a meta de arrecadação de R$ 391 mil. Com R$ 391.389,00 doados por 1.306 benfeitores, agora será estruturar uma plataforma virtual, pública e gratuita com informações detalhadas e imagens dos acervos do Museu atingidos por incêndio em 15 de junho do ano passado. 


O valor arrecadado será usado na contratação de equipe especializada, na aquisição de equipamentos e do programa para documentação e gestão de acervos e na compra dos módulos do software responsáveis por detalhar o registro dos acervos arqueológicos e o treinamento da equipe responsável.

Em sua primeira etapa, a campanha atingiu a meta de R$ 300 mil, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aportou R$ 2 a cada R$ 1 arrecadado. Renasce museu prossegue até quinta-feira (25), mas sem o suporte financeiro do BNDES em sua segunda etapa. A campanha conta com assessoria da Benfeitoria – consultoria especializada em crowdfunding – e apoio da Fundep e da Administração Central da UFMG.

Responsabilidade com o passado

Com o objetivo de estimular a participação do público para que a meta final fosse atingida, várias recompensas são oferecidas de acordo com a faixa de contribuição, como broches, cartões, camisetas, fotografias e obras de arte. Nos últimos dias de campanha, o destaque foram as obras do artista visual porto-alegrense Rodi Núñez, famoso pela maneira sensível e poética com a qual trabalha as cores. Também está disponível um novo conjunto de fotografias de artistas mineiros, como Assis Horta, famoso por registrar o patrimônio artístico e arquitetônico de Diamantina, e Wilson Baptista, um dos fundadores do Foto Clube de Minas Gerais.

Na reta final, a campanha ganhou o reforço de outros artistas, que se uniram a Igor Cavalera, um dos fundadores e ex-integrante da Banda Sepultura, e ao guitarrista Toninho Horta, vinculado ao Clube da Esquina. A atriz Débora Falabella, os integrantes do grupo Pato Fu, o músico Maurício Tizumba, o coreógrafo Rodrigo Pederneiras, do Grupo Corpo, e os atores Eduardo Moreira e Teuda Bara, do Grupo Galpão, também gravaram vídeos de apoio à iniciativa, que podem ser assistidos no canal do MHNJB na plataforma YouTube.

O museu

O Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG está localizado na região leste de Belo Horizonte e abriga extensa área verde de espécies típicas da Mata Atlântica. Há mais de 50 anos, o museu recebe visitantes interessados em conhecer as histórias do território brasileiro por meio de exposições de arqueologia, paleontologia, geociências, cartografia histórica, ciências da vida, botânica, plantas medicinais e arte popular. Em média, são 40 mil visitantes por ano, entre visitas agendadas (prioritariamente escolares) e público espontâneo.

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