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Baleia procura novos amigos para manter serviços de referência em Minas

Há 74 anos, a instituição filantrópica presta atendimento nas áreas de oncologia, pediatria e dezenas de especialidades



Créditos da imagem: Paula Seabra
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Redação Sou BH
19/12/18 às 10:21
Atualizado em 01/02/19 às 17:46

‘Se todos soubessem a importância de uma doação, não negariam nosso pedido’. O desabafo é da Aline Barbosa, de 34 anos, e dos milhares de pacientes atendidos pelo Hospital da Baleia, em BH. Com dificuldades para manter o serviço de excelência, como toda instituição filantrópica no Brasil atualmente, a entidade estreou uma nova campanha de arrecadação.

Com o mote ‘o Hospital da Baleia cuida de quem é importante para você’, a ação será divulgada nas redes sociais e meios de comunicação até o primeiro trimestre de 2019. Uma das estrelas da campanha é a Aline, que se apoia na família e nos profissionais de lá pra vencer o câncer de mama, descoberto neste ano. “Todos me tratam superbem, do porteiro à oncologista. O atendimento é sensacional”, conta.

Em 74 anos de história, o Baleia se transformou numa referência estadual em oncologia adulta e pediátrica, ortopedia, pediatria, urologia, cirurgia geral e buco-maxilo-facial. A instituição oferece mais 20 especialidades e tem nove centros de referência. 

Localizado no bairro Saudade (região Leste de BH), o complexo hospitalar é formado por cinco unidades, construídas numa área verde de reserva ambiental, conhecida como Mata da Baleia. Por lá, os pacientes fazem o tratamento com mais tranquilidade: há menos poluição sonora, melhor qualidade do ar e um ambiente agradável, propício para a recuperação.

A rede assistencial do Baleia abrange 82% dos municípios mineiros e faz cerca de 500 mil procedimentos ao ano, a maioria (85%) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Como hospital geral, o Baleia teve, em 2017, cerca de 90 mil atendimentos ambulatoriais, 42 mil pediátricos, 7 mil cirurgias e procedimentos, 7 mil internações, 57 mil sessões de hemodiálise, 18 mil de quimioterapia, 11 mil de radioterapia, e 242 mil exames.

Para atender à demanda, 230 médicos compõem o corpo clínico. “Uma das características que permitiu ao hospital a longevidade é a capacidade de atrair bons parceiros. Assim, conseguimos cumprir a missão de proporcionar assistência hospitalar de qualidade e humanizada, incentivar o ensino, a pesquisa e cumprir nossa função social e filantrópica”, afirma a diretora-presidente, Tereza Guimarães Paes.

Mas a luta pra manter tudo isso é diária. O Baleia recebe recursos dos governos federal, estadual e municipal. No entanto, a cada R$ 100 gastos em tratamentos, apenas R$ 65 são repostos pelo SUS. Segundo Tereza, o setor filantrópico deve, no país, cerca de R$ 27 bilhões a bancos, fornecedores e prestadores de serviços. Daí a necessidade de buscarem novas formas de sustentabilidade.

Amigos do Baleia

Há diversas formas de ajudar o Baleia: contribuições pontuais ou mensais; doando insumos como fraldas, alimentos e remédios; cedendo um pouco do seu tempo em ações de voluntariado; ou deixando o troco de compras em empresas parceiras. “Esses pontos de arrecadação repassam 100% dos valores, e sem nenhum benefício fiscal ou tributário”, ressalta Tereza Paes. Lembrando que as prestações de contas ficam disponíveis na página de transparência. Clique aqui para acessar todos os canais de doações.

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