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O que é que o Centro tem?

Do Oiapoque ao Shuí, conheça um pouco mais sobre o bairro, sob a visão dos leitores e moradores


Créditos da imagem: Charles Tôrres
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Praça 7 é um dos pontos turísticos do Centro
Redação Sou BH
28/01/15 às 17:43

Por Débora Gomes, jornalista Sou BH

“Foto na hora, foto!”. Quem nunca ouviu essa expressão, ao passar pela Praça Sete? Num vai e vem de segunda a segunda, o Centro de BH não para! Tem sempre um bar aberto, uma peça de teatro em cartaz, um artista de rua na esquina, um namorado esperando pela namorada no ponto de ônibus, um vendedor ambulante, um café quentinho, uma porta de mercado por fechar, alguém chegando, outros partindo.

É muita coisa que tem nesse Centro, né? Tanta, que nós, do Sou BH, resolvemos pedir ajuda aos usuários para descobrir os encantos do bairro, com a clássica pergunta: o que é que o Centro tem de bom? Recebemos muitas respostas legais, como a da nordestina Jonismara Rodrigues, que desembarcou em terras mineiras e encontrou por aqui sua segunda casa. “Amo BH, amo o povo mineiro, amo pão de queijo”, conta. Por que não dá para lembrar de Minas e não citar essa gostosura, né?

Combinado a um “cafézim”, então, melhor ainda. E, se a vontade é essa, no Centro, lugar é que não falta para a tradicional pausa da tarde. Olavo Batista, João Luiz e Maria Aparecida Cardoso lembram da tradição do Café Nice, “que tem um café saboroso”, pelo paladar de Olavo. E, já que o assunto é comida, a Nathália Araújo não deixa barato: “Tem o Huguitos Empanadas na Av. Brasil, A Bruxa Pastéis e a Confeitaria Mole Antonelliana, na João Pinheiro”, lembra. Já Viviane Luiza vai pelo caldo de cana com pastel tão famoso do Mercado Central.

E, falando no mercado, o Centro é campeão de pontos turísticos. Praça Sete, Praça da Estação, Parque Municipal, Palácio das Artes, Museu de Artes e Ofícios, Sesc Palladium e Cine Theatro Brasil Vallourec são só alguns dos pontos lembrados pelos usuários. Ah! Érika Sezini e Luciano Abade não nos deixam esquecer: o centro tem também o Edifício Maletta e seus bares, “sem deixar de lado a tradição”, afirma Luciano. E como esquecer os shoppings Cidade e Oiapoque?

Para a Warlesa Nayara, a facilidade de ter tudo na mão torna o centro um bairro de tirar o chapéu! “Várias oportunidades de emprego, bolsa de estudo, opção de lugar para lazer. As coisas são bastante centralizadas. Por exemplo, preciso de acessórios para moto, acho tudo na Tupinambás, a maioria dos ônibus passam no centro... e dentre outras coisas boas que só a Grande BH tem”, completa a moça.

E Olavo, aquele que nos lembrou também do Café Nice, diz mais: “Um ipê amarelo em flor, a melodia do violinista na calçada, a moça bonita que embarca no coletivo; quem curte o Centro sabe que no Cine Humberto Mauro dá pra assistir um clássico do cinema por cinco reais, a inteira; quem conhece bem o Centro sabe que dá pra cortar caminho por dentro da Galeria Ouvidor, que dá pra se perder pelas alas do Mercado, que dá pra se refrescar do calor embaixo das árvores centenárias do Parque”. Que beleza esse Centro visto pelos olhos e descrito pela poesia do Olavo, não é mesmo?

Vai ver, é por isso que, sempre que está triste, Emília Pereira corre para lá. “O Centro tem uma energia diferente. Quando estou sem direção, vou ao Centro e sinto uma energia incrível. Me sinto bem, passeio em várias lojas e depois nem me lembro o motivo da chateação”, completa. E Luiz Fernando Sousa Sposito diz mais: para ele, o Centro é o coração de BH. “Pulsa, pulsa e pulsa. Você consegue de tudo andando por ali e não fica perdido se souber o nome dos estados brasileiros e os nomes das tribos indígenas”. Bem lembrado, Luiz!

E você? Lembra de mais alguma particularidade do Centro? Conte pra gente nos comentários e nos ajude a descobrir ainda mais essa cidade tão bonita.


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