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Muita história! 11 curiosidades que você precisa saber sobre a Pampulha

Entre curvas, jacarés e arte, o Conjunto Moderno tem mistérios em suas cosntruções


Créditos da imagem: APCBH / ASCOM
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Jovens aproveitam o dia na Pampulha, em foto de 1966
Redação Sou BH
11/07/16 às 14:28
Atualizado em 26/03 às 19:53

Com a possibilidade do reconhecimento do Conjunto Moderno da Pampulha como patrimônio cultural da humanidade, a capital mineira está sob holofotes. Já aos 70 anos de idade, esse cartão postal de BH faz parte da vida de todos que vivem na capital ou já passaram por aqui. Mas você conhece a história da Pampulha?

O Conjunto é cheio de curiosidades que permeiam sua construção e que enchem a "causos" qualquer roda de prosa mineira. Separamos algumas histórias, mitos e fatos raros sobre a Pampulha para você se surpreender e ficar um pouco mais por dentro desse lugar tão especial de Belo Horizonte.

1) A Igrejinha da Pampulha levou anos para ser reconhecida
Em 1943, quando a construção da capela foi concluída, a Igreja Católica se recusou a reconhecer o local como um santuário religioso, por considerá-la moderna demais. Mesmo com os 14 painéis da Via Sacra de Cândido Portinari, os católicos não identificavam figuras sagradas o suficiente no local. Somente em 1958, a Igreja São Francisco de Assis passou a realizar missas.

2) O Museu de Arte da Pampulha foi projetado para ser um cassino
Com o aval do então prefeito de BH, Juscelino Kubitschek, o cassino foi o primeiro projeto de Oscar Niemeyer para o Conjunto da Pampulha. O local atraía jogadores do Brasil inteiro e era um point da vida noturna belo-horizontina. Porém, com a proibição de cassinos no Brasil, em 1946, fechou suas portas por dez anos e só foi reaberto em 1957, como um museu.

3) Um hotel estava nos projetos iniciais do Conjunto
Diz a lenda que a construção de um hotel também fazia parte do projeto inicial do Conjunto da Pampulha. Há indícios de que as obras até começaram, mas não foram finalizadas.

4) A Volta da Pampulha não é uma maratona
Diferente do que muitos podem imaginar, a mais famosa prova de atletismo de BH não possui a distância oficial de maratona (aproximadamente 42,2 km) ou sequer meia-maratona (aproximadamente 21,1 km). O traçado padrão da corrida tem 17,8 km e apenas em 2012 teve uma distância diferente: 18,6 km, com a inclusão do Mineirão no trajeto.

5) Existem mais de 100 capivaras na lagoa
De origem incerta, as capivaras vivem há muitos anos na lagoa. Acredita-se que vieram, principalmente, do interior do estado e encontraram um ambiente favorável para reprodução na Pampulha. Atualmente, as várias famílias já fazem parte da paisagem da região. Recentemente, a Prefeitura de BH cogitou retirar os animais da Lagoa e o caso foi parar na Justiça.

6) Existe mais de um jacaré na Lagoa
São cerca de 20 jacarés-de-papo-amarelo vivendo nas águas da Pampulha. Também de origem desconhecida, os répteis podem ter vindo do Rio São Francisco, introduzidos na lagoa por pescadores locais, há várias décadas.

7) A Casa do Baile era uma boate
E, acredite: o local garantia o entretenimento das noites na capital, no início da década de 1940. Com salão de festas e eventos musicais, o point era uma parte integrante do cassino. Em virtude da proibição do jogo em 1946, também fechou as portas. Apenas em 2002, a Casa do Baile tornou-se um monumento à preservação da história cultural e urbanística de Belo Horizonte.

8) A lagoa não é uma formação natural
Terminada no início de 1943, quando o prefeito da capital era Juscelino Kubitscheck, a lagoa foi artificialmente construída com o represamento de um ribeirão que cortava a região. Faz parte da Bacia do Rio das Velhas, que, por sua vez, integra a do Rio São Francisco.

9) JK não teve a ideia de criar a lagoa
Quem começou os primeiros esboços do que viria a se tornar o Conjunto Moderno foi o antecessor de Kubitschek na Prefeitura de BH: Otacílio Negrão de Lima. Ainda na década de 1930, o então mandatário de BH idealizou a lagoa para prevenir enchentes e abastecer a capital. Mas o famoso projeto executado por Oscar Niemeyer e sua estrutura atual foram frutos do trabalho de Juscelino. Otacílio, ao menos, tem seu nome da avenida da orla.

10) O Parque Ecológico da Pampulha foi “solução” ambiental
Resultado de uma grande recuperação ambiental, o parque teve origem com o processo de assoreamento das margens da lagoa. A retirada e o agrupamento de milhões de metros cúbicos de areia e sedimentos depositados no local deram origem ao que hoje é um grande espaço público de lazer. Sua área levou cerca de uma década para estabilizar uma fauna e flora saudáveis.

11) O nome "Pampulha" é uma homenagem a Portugal
A exata origem do nome Pampulha se perdeu ao longo dos anos. A tese mais provável dá conta de que antes da criação da Lagoa, a região tinha fazendas povoadas por imigrantes portugueses. Para nomear a área, eles escolheram o nome de um antigo bairro de Lisboa: Pampulha. Hoje, o bairro já não existe mais na capital lusitana, mas há uma famosa Calçada Pampulha.

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