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Fazenda Boa Esperança é reaberta para visitação pública

Exposição abre as atividades e projeto educativo começa ainda no primeiro semestre


Créditos da imagem: Divulgação/Iepha-MG
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Agência Minas
30/05 às 18:10
Atualizado em 02/06 às 12:41

Após dois anos de obras, o Governo de Minas vai reabrir a Fazenda Boa Esperança para visitação pública, a partir das 10h desta sexta-feira (31), com inauguração de exposição e projeto educativo.

Localizada no município de Belo Vale, a 76 quilômetros de Belo Horizonte, a fazenda, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), passou, entre 2017 e 2018, por uma restauração arquitetônica e estrutural na sede. 

Uma exposição de longa duração faz parte dessa primeira etapa da reabertura do espaço para a visitação pública. A mostra traz informações sobre a ocupação do território em que a fazenda está inserida, suas características econômicas e produtivas, arquitetura e cotidiano. O altar-mor e algumas peças da capela, atribuída ao artista João Nepomuceno e, ainda, em restauração, também estarão expostos, oferecendo ao visitante uma oportunidade para conhecer parte da dinâmica do trabalho de preservação e conservação desse importante patrimônio cultural.

A reabertura de Boa Esperança conta também com o programa Encontro com Educadores - Redescobrindo Sentidos, que tem como objetivo construir, com educadores formais e informais, conhecimentos que colaborem com a discussão em torno da preservação do patrimônio cultural.  Ao final, os participantes fazem uma visita mediada.

Todas as atividades foram viabilizadas pelo projeto de restauração e pelo ReFazenda, uma parceria entre o Instituto Inhotim e o Iepha-MG, que permitiu que o público e as comunidades locais tivessem experiências e reflexões sobre patrimônio e políticas culturais. Os projetos receptivo e educativo na fazenda estão a cargo da Appa – Arte e Cultura, que faz um trabalho semelhante no Palácio da Liberdade.

A Fazenda Boa Esperança

Segundo registros, a construção da Fazenda Boa Esperança teria começado entre os anos de 1760 e 1780, com sua inauguração possivelmente em 1822. Durante o período em que pertenceu a Romualdo José Monteiro de Barros, o Barão de Paraopeba, o local foi elemento central de um complexo produtivo que abarcava outras fazendas, também de propriedade da família. Além da produção agrícola, que contribuía para o abastecimento, não apenas do Vale do Paraopeba, mas, também, de Ouro Preto e de Barbacena, eram produzidos fios, roupas e ferramentas que a tornavam autossustentável.  De acordo com relatos, os escravos que viveram na Fazenda e seus descendentes teriam dado origem a pequenas comunidades no entorno, entre elas a Boa Morte e Chacrinha dos Pretos.

A Fazenda Boa Esperança foi adquirida pelo Governo de Minas Gerais em 1974 e constituiu o patrimônio de fundação do Iepha-MG. Em 1959, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, hoje, Iphan, já havia reconhecido a propriedade como importante patrimônio histórico, determinando seu tombamento. Em 1975, coube ao Iepha-MG fazer o tombamento estadual, para preservar o registro histórico do modo de vida das sociedades rurais do período colonial brasileiro.

Com a revitalização, o espaço passa a compor o circuito de equipamentos culturais da região do Vale do Paraopeba.

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