FecharX

8 curiosidades sobre a história do Mercado Central

Considerado um dos lugares mais democráticos de Belo Horizonte, o local é umas paradas obrigatórias e reflete aspectos culturais e sociais da identidade da cidade


Créditos da imagem: Charles Tôrres / Belo Horizonte - Uma Foto Por Dia
Main 181753 mercado central foto charles torres uma foto por dia
Corredores do Mercado Central, uma das paradas obrigatórias de moradores e turistas da capital
Redação Sou BH
26/08/15 às 17:14

A história do Mercado Central está intimamente ligada à história da capital mineira. Considerado um dos lugares mais democráticos de Belo Horizonte, o local é uma parada obrigatória e reflete aspectos culturais e sociais da identidade da cidade. 

Seja pelos bares, o clima, o ponto de encontro, a multiplicidade cultural, ou praticidade de encontrar muitas lojas reunidas em um só lugar, o Mercado se tornou um espaço muito querido entre o povo mineiro. Lá, belo-horizontinos e turistas encontram de tudo um pouco e por isso não há como visitar BH e não se aventurar pelos corredores do Mercado! 

Para reforçar nosso conhecimento sobre a história desse verdadeiro xodó de BH e apresentar seus encantos a quem ainda não conhece, o Sou BH apresenta uma lista de oito curiosidades sobre a história do Mercado Central. Se você conhece alguma história interessante do lugar, que não está na lista, compartilhe conosco!

1 - O primeiro Mercado Municipal, que deu origem bem depois ao Mercado Central, era localizado na região da Lagoinha, no mesmo local onde hoje se encontra o Terminal Rodoviário de Belo Horizonte. O prefeito Cristiano Machado foi o responsável pela transferência do Mercado para o endereço atual, entre a Av. Augusto de Lima e ruas Goitacazes, Santa Catarina e Curitiba;

2 - Em 1913, a cidade seguia com seu crescimento vertiginoso. A Prefeitura realizava reformas no antigo Mercado Municipal para suprir as necessidades de abastecimento da cidade, mas as dificuldades continuavam. Quando a população atingiu um nível superior de 100 mil habitantes, a Prefeitura resolveu transferir a feira para um local maior, que oferecesse melhor infraestrutura aos feirantes e à população. O local escolhido foi o antigo campo do América (próximo à Praça Raul Soares), que ganhou outro local para sediar o clube;

3 - A inauguração do Mercado, no endereço em que funciona hoje, aconteceu no dia 7 de setembro de 1929. O novo prédio contava com quatro pavilhões principais, isolados, subdivididos, cada um, com 36 lojas para mercearias, cafés e comércio de frutas, e quatro pavilhões centrais, com oito lojas cada um, destinado a açougues, comércio de peixes e aves;

4 - Nos primeiros anos, o Mercado Central funcionava como uma feira a céu aberto que, por estar na área central, tinha como compradores pessoas da elite. As barracas eram de grades de ferro desmontáveis. Por volta de 1945, o mercado aumentou e se diversificou, passando a ter cerca de 400 comerciantes e, o local que deveria vender apenas frutas, legumes, carnes, peixes e mercadorias de armazém, passou a ter de tudo;

5 - Na década de 70, durante uma de suas reformas, foi construída uma Capela para abrigar a imagem de Nossa Senhora de Fátima, recebida como doação da portuguesa Sra. Maria da Conceição Morais, comerciante de frutas e verduras e frequentadora do Mercado. Em 1994, a Capela passou por uma reforma e foi ampliada. Para a reinauguração o então bispo Dom Serafim celebrou a Páscoa do Mercado com grande festa. Atualmente em todos os domingos é celebrada missa, às 7h, aberta a todos que queiram participar;

6 - Entre os famosos casos que aconteceram no Mercado, em seus mais de 80 anos de vida, está o do Mané Doido. Dono de um dos bares mais famosos do Mercado, ele ganhou este apelido por ter jogado sem querer um tomate num delegado de polícia;

7 - Olímpio Marteleto conta: "A primeira dama da Alemanha visitou o Mercado, e eu fiquei impressionado porque ela comprou mais de 3 mil dólares em produtos de umbanda".

8 - O Mercado Central possui uma estrutura em forma de "cebola" onde cada corredor possui um endereço alfa-numérico. As lojas são numeradas, porém não estão em ordem. O mapa pode ser muito útil para a localização aproximada das lojas.

Atualmente, o Mercado abriga mais de 450 lojas, como bancas de comidas típicas, queijarias, açougues, vendas de biscoitos caseiros, artesanato, bares e restaurantes. Isso tudo, sem mencionar os serviços de bancos, barbearia e estacionamento. Dentre os produtos mais procurados estão a goiabada, a cachaça da roça e o famoso queijo minas.

Uma vez ao mês, o Mercado Central e o Projeto Aproxima se unem para realizar a Feira Gastronômica - Mercado Central e Aproxima. A cada edição, é promovido um rodízio entre os restaurantes participantes, para que a Feira sempre leve novidades para o público. Um dos desafios de cada barraquinha de comida é preparar pratos ou petiscos com ao menos um ingrediente típico de qualquer região de Minas Gerais, aproximando as pessoas que estarão presentes no evento dos produtos e produtores do Estado.

Acesse o Especial do Sou BH e conheça outros Mercados e Ferias da cidade. Leia mais sobre o mercado em "Por dentro do Mercado Central".

Fonte: Belotur

Comentários