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Com 7 mil artesãos de todo o mundo, Feira do Artesanato movimenta BH em dezembro

O artesanato indígena também será representado por nove etnias brasileiras; além disso, serão realizados shows e oficinas


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Redação Sou BH
24/11/17 às 15:52
Atualizado em 01/02 às 17:13


Divulgação

Com a participação de 7 mil artesãos de todo o Brasil e até mesmo do exterior, a 28ª Feira Nacional de Artesanato ocupará todo o pavilhão do Expominas entre os dias 5 e 10 de dezembro. Além de artistas de Minas, três países já confirmaram presença: Turquia, Senegal e África do Sul. O tema deste ano é “Resíduos: reutilizar, reduzir, reciclar”.

Seguindo esse mote, a feira deixará de produzir cerca de uma tonelada de lixo de papel, média de resíduos nos anos anteriores. 
A expectativa de público é de 180 mil visitantes e a feira deverá movimentar mais de R$ 60 milhões em 1,2 mil estandes.

Para garantir o ingresso gratuito, clique
aqui. É bom lembrar que a cortesia só pode ser retirada até 4 de dezembro. A partir desse dia, só será possível a aquisição na bilheteria do Expominas, onde os ingressos custarão R$ 10 (6 e 7 de dezembro) e R$ 15 (8, 9 e 10 de dezembro).

Oficinas

Para estimular o público na temática sustentável serão realizadas 120 oficinas de técnicas artesanais, a maioria com foco no reaproveitamento de materiais. "
Teremos oficinas e produção de peças com reutilização de materiais como garrafas, pets, raízes, sementes, linhas, tecidos, papel, biscuit e outros materiais recicláveis. Mas tradicionais técnicas também serão ensinadas como a renda renascença e o tear manual”, informa Catarina Machado, diretora do Centro Cape.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no local.

Indígenas, Minifestivale, Shows

O artesanato indígena será representado por nove etnias brasileiras. Cerca de cem indivíduos das etnias Mbya guarani, Fulni-o, Bare, Guarani, Wassú Cocal, Xerente, Pataxó, Kambiwá e Kariri Xocó estarão apresentando sua arte na Feira Nacional de Artesanato.

A presença indígena no evento também já é tradicional e traz para o Expominas um traço da cultura antiga e original do Brasil. São artefatos em madeira, metal, colares de contas de sementes, sachês de perfume, instrumentos musicais entre outros

A FNA apresentará o Minifestivale com as principais atrações do festival de cultura popular do Jequitinhonha, que acontece sempre no meio do ano e já se consagrou como uma das grandes tradições de Minas Gerais.

Haverá shows em todos os dias da feira. De manhã, eles acontecem a partir das 11h; à tarde, a partir das 14h e à noite, a partir das 18h. Estão confirmadas as participações do cantador Frei Chico, Rubinho do Vale, Tino Gomes, Wilson Dias, Dário Marques, Evandro Passos (afro), Beto e Éder da Viola, Joacir Ornelas e Ariã Santana e Xibiu, contando estórias. A Cia de Danças do Sesc e o Sesi em Cena vão se apresentar nos palcos da área de Food Trucks.

A programação prevê, ainda, a apresentação de grupos folclóricos de várias regiões do Estado, cantorias dos Vales do Mucuri e São Francisco, Orquestra de Viola e danças do Grupo Aruanda.

APP da Feira

A Feira Nacional de Artesanato terá um aplicativo de celular para localização e pesquisa durante o evento."Inicialmente, ele vai funcionar só para o sistema android, porque é o primeiro ano. É uma inovação que estamos fazendo", diz Catarina Machado Silva, diretora do Centro Cape, instituição que organiza a FNA.

O aplicativo vai trazer todas informações da feira: shows, oficinas, exposições e notícias. Ele será alimentado, diariamente, com fotos de tudo o que está acontecendo. O visitante vai poder pesquisar no aplicativo tudo que for do seu interesse por produto, estado e localização.

Food trucks e Food bikes

O pavilhão do Expominas terá dez lanchonetes durante o evento. As comidas e bebidas serão oferecidas ainda em cinco food trucks e cinco food bikes. Os visitantes poderão apreciar um hamburguer artesanal.

"O que vai diferenciar o setor de alimentação na FNA deste ano, são os food trucks", diz o coordenador de feiras e eventos do Centro-Cape, Gabriel Silva. Além do hamburger artesanal, dos cafés e licores, serão oferecidas massas, espetos, coxinhas, pizzas, sanduiches e comida mineira.

Mais sustentabilidade

A ambientação e cenografia do evento será feita com reaproveitamento do material das montadoras e resíduos tipo tecidos, mochilas usadas dos Correios, pneus, garrafas de vinho, garrafas pet, caixas usadas do Ceasa, pallets, caixas de papelão, latas de tinta velhas e outros materiais. A organização da Feira Nacional de Artesanato vai doar 100% da cenografia, carpetes e banners para os artesãos. 

O público poderá, no último dia da Feira, levar para casa as plantas que irão compor o paisagismo que será feito com árvores frutíferas e plantinhas medicinais e temperos. “O que sobrar será doado para plantio em creches e escolas”, informa a organização.

Linhas da Liberdade

A FNA traz duas novidades este ano. Uma é a participação das detentas do Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, de Belo Horizonte, dentro do Projeto Linhas da Liberdade que irão confeccionar um mega painel decorativo e poderão enviar produtos em crochê para serem vendidos. Outro destaque é a participação de deficientes visuais, no Projeto Costuras do Imaginário.

"A participação das detentas acontece dentro do tema Reciclar, já que a palavra RECICLAR teria duplo sentido, tanto no reaproveitamento de tecidos, quanto no resgate da autoestima e preparação das mulheres para atuar no mercado tão logo cumpram suas penas", enfatiza a presidente do Centro Cape, Tânia Machado.

Costuras do imaginário é no nome do projeto que irá atender aos deficientes visuais que vão produzir peças de decoração a partir de instruções em braile.

Perfil do evento nos últimos cinco anos

· 1.200 stands

· 5.000 artesãos

· 130.000 a 170.000 visitantes

· Todos os estados brasileiros

· Artesãos de Minas: 77,6%

· Região metropolitana: 50%

· Outros municípios: 50%

· Total de municípios mineiros representados: média 213 por evento

· Artesãos de outros estados: 22,4%

· Vendas imediatas de R$ 50 milhões a R$ 70 milhões de reais


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