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Sem cabeça e sem qualidade! Pesquisa da PUC Minas aponta fraude em produtos de bacalhau processado

Segundo os pesquisadores, 41 % dos bolinhos, empadas e similares vêm misturados


Créditos da imagem: Natalia Mylova/shutterstock.com
Main capa bacalhau
Redação Sou BH
11/04 às 15:55
Atualizado em 12/04 às 10:13

Com a chegada da Semana Santa, aumenta o consumo de peixes e produtos derivados por causa da tradição religiosa, mas é importante ficar atento na hora de comprar as refeições. Uma pesquisa feita por um grupo de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) apontou, em 2017, que 41% dos bacalhaus vendidos em produtos processados no Brasil, como bolinhos e empadas, não são feitos  totalmente da espécie.


A pesquisa, feita em colaboração com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), mostrou que parte dos produtos tinham bacalhau misturado com até três espécies diferentes, de menor valor comercial, como merluza, tilápia e pescada. Foram analisadas 255 amostras confiscadas por fiscais do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (Lanagro) em supermercados, restaurantes e peixarias de 14 estados brasileiros, inclusive Minas Gerais.


A verificação é feita em parceria com os alunos da universidade, que fazem a análise do DNA do peixe para comprovar qual é sua origem real. "No Brasil, para ser vendido como bacalhau são somente três espécies: Gadus Macrocephalus, Gadus Morhua e o Gadus Ogac. Outras espécies devem ser vendidas como peixe salgado seco, que é mais barato", comenta Daniel Cardoso, professor de pós-graduação de biologia de vertebrados. 


Fiscalização


A região com maior número de fraudes é o Sul, seguida pela Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Norte. Após a constatação da fraude, o governo federal multou as empresas que estavam vendendo produtos rotulados erroneamente. 

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