FecharX

Bares "vestem a camisa" dos clubes

Um bom telão instalado em posição estratégica, transmissão dos jogos via satélite, cerveja gelada e tira-gosto agradam torcedores


Créditos da imagem: Danielle Gláucia
Main 132044 savassi futebol
Alguns bares se tornam verdadeiros redutos de uma ou outra torcida
Redação Sou BH
03/03/15 às 10:22

Por Daniela Maciel do Diário do Comércio

Se a venda de camisas é a representação mais óbvia da paixão clubística, só perdendo para os estádios, é nos bares que esse amor mais se transforma em gritos, muita festa, bastante sofrimento, algumas decepções e, principalmente, consumo.

Um bom telão instalado em posição estratégica, transmissão dos jogos via satélite, cerveja gelada e tira-gosto quentinho formam o kit básico para agradar ao mais fanático dos torcedores. A receita é infalível se a ela for somada muita simpatia, bom atendimento e segurança. Tudo isso faz com que alguns bares se tornem verdadeiros redutos de uma ou outra torcida.

No bairro Serra, na região Centro-Sul, o Bar do Salomão não comporta o número de atleticanos nos dias de jogos importantes. Eles se espalham pela calçada e até pela rua, e fazem com que a equipe capitaneada por Salomão Jorge Filho, proprietário do bar, tenha que se desdobrar. "A Libertadores é o campeonato que faz a maior diferença pra nós. Na final de 2013 recebemos duas mil pessoas aqui - o bar comporta até 160 clientes. Como recebemos uma só torcida, nunca tivemos nenhum problema de provocação ou violência", destaca Salomão Jorge Filho.

Para a temporada 2015, o empresário providenciou uma pequena reforma, com pintura, instalação de novas mesas e ombrelones do lado de fora. O bar, que já tem 30 anos, assiste à mudança de gerações e o hábito de assistir aos jogos passando de pai para filho. "A freguesia vai se renovando e virando amiga. Na Libertadores contrato dois ou três temporários. A partir das oitavas de final tem que chegar cedo para conseguir lugar e na final o jeito é vender cerveja em lata e fazer o atendimento através da venda de fichas", revela o empresário.

No bairro Funcionários, também na região Centro-Sul, um dos pontos de encontro da torcida cruzeirense é o Baiúca Picanha & Cia. Apesar de ressaltar que não recebe exclusivamente torcedores do time celeste, o gerente Elton Pires comemora a presença constante de um grupo grande de torcedores do Cruzeiro. "Na Libertadores temos um crescimento médio de freqüentadores de 30%, mas não sentimos alteração do tíquete médio em relação às outras épocas do ano", contabiliza Pires.

Inaugurado em 1991, o salão do Baiúca também foi ampliado para receber os clientes em 2015, com investimento de R$ 500 mil empregados na reforma, mobiliário e utensílios. "Crianças que vinham com os pais hoje já vem com amigos e namorados assistir aos jogos. Nunca tivemos qualquer problema como brigas ou confusões. O campeonato é mais uma oportunidade de juntar os amigos e é nisso que apostamos", completa o gerente. 

Comentários