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A elegância da simplicidade

Costanza Pascolato e Consuelo Blocker falam com exclusividade para o Sou BH sobre os livros: A Elegância do Agora e O Fio da Trama


Créditos da imagem: Arquivo Pessoal
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Júnior Castro
15/11 às 17:00
Atualizado em 19/11 às 11:22
Em uma edição mais que especial da editoria de entrevistas, o Sou BH conversou com Costanza Pascolato, empresária e consultora de moda, e com Consuelo Blocker, uma das influenciadoras digitais mais conhecidas na moda brasileira. No próximo domingo, 17, o projeto Sempre Um Papo recebe – no Grande Teatro do Palácio das Artes – Costanza e as filhas Alessandra e Consuelo, pela primeira vez juntas em Belo Horizonte, sendo entrevistadas pelas jornalistas Cris Guerra, Daniella Zupo, Fernanda Ribeiro e Natália Dornellas. Elas lançam os livros O Fio da Trama - Três países, uma guerra e a história de superação de quatro mulheres, de Alessandra e Consuelo; e A Elegância do Agora, de Costanza.

Estilo é se Encontrar

Em A Elegância do Agora, Pascolato revela como chegou aos 80 anos mais charmosa e transgressora do que nunca. Resgatando memórias familiares e amorosas, desde a infância na Itália, a juventude em São Paulo e os movimentos decisivos de sua vida adulta, aprofunda conceitos que sempre a nortearam e, assim, apresenta um manual de estilo definitivo e original, em que a ética e a empatia se consagram como definidores de uma elegância atemporal.

“A regra de estilo fundamental é: siga sua personalidade. A individualização de cada um é o caminho. A pessoa que sabe se individualizar é quase uma revolucionária nos dias de hoje”, a frase de Costanza foi o ponto de partida para nosso papo que, muito além da teoria, nos deu dicas preciosas de estilo e comportamento, também presentes em seu livro.

Na tríade da elegância, Pascolato elencou fatos importantes a serem levados em consideração. O mundo pós-internet, segundo a empresária, trouxe transformações consideráveis no comportamento humano. “A vida mudou depois da internet. Existe a facilidade extraordinária de termos um computador na mão a qualquer momento, onde conseguimos todas as informações. Mas, por outro lado, você fica muito mais preso e acaba perdendo o bom senso. Precisamos entender que o momento presente é agora, vivemos o aqui”, explica.

As normas relacionadas à boa educação são mais um ponto importante. Para Costanza, a etiqueta é uma regra básica de respeito ao outro, de convívio coletivo harmonioso e de educação. “Estamos em um mundo internacional. Ninguém está preso e sozinho em um canto e, por isso, existem práticas básicas que fazem parte da boa convivência. Falar alto, por exemplo, é um atestado de vulgaridade. Nunca conheci alguém elegante que falasse alto”, pontua.

Saber envelhecer é outro pilar que deve ser levado com muito equilíbrio. Em trecho do livro, Pascolato resume o comportamento a respeito da busca pela juventude eterna. “Não tem nada que envelheça mais uma figura do que a perseguição da juventude a qualquer custo. O exagero da sensualidade, a evocação de um corpo que não existe mais, faz você parecer uma caricatura de si mesma”, conclui.  

O Fio da Trama

A trajetória das mulheres da família Pascolato, uma das maiores referências da moda nacional, é apresentada no livro O Fio da Trama. A primeira parte do volume, Alta Costura, se concentra nos diários escritos pela matriarca italiana, Gabriella Pascolato, descrevendo suas angústias de juventude, o casamento e as adversidades enfrentadas na Segunda Guerra, até a vinda da família para o Brasil. Já o segundo bloco, Prêt-a-porter, desvenda os escritos de Costanza Pascolato, filha de Gabriella, acompanhando os depoimentos emocionantes de Alessandra e Consuelo Blocker. Uma narrativa surpreendente, em que mulheres fortes confessam suas fragilidades, revelando como reconstruíram laços de família e superaram desafios de toda ordem.


Crédito: Arquivo pessoal

Navegando por uma história repleta de suspense e emoção, Consuelo nos contou como foi o processo de construção da obra e como cada detalhe culminou para que o livro se torne uma inspiração para os leitores. “Quando minha avó morreu, descobrimos 25 anos de diários. A Alessandra, minha irmã, tirou fotos de cada página, aumentou, traduziu, leu e romanciou para a primeira parte do livro. No segundo bloco, continuamos a trama como os diários da minha mãe e nós duas concluímos o livro com nossas histórias”, revela Blocker, que acrescenta que as biografias foram costuradas entre si, revelando como cada mulher da família ultrapassou seus obstáculos e descobriu caminhos de superação.

Enaltecer o público feminino também é um dos nortes do livro, mas Consuelo ressalta que, mesmo partindo dessa visão, não é um trabalho “antimasculino”, mas uma obra capaz de amparar, muitas das vezes, as mulheres que os leem. “No meu fio da trama, por exemplo, eu conto sobre esse meu novo momento de digital influencer. No passado, meu cartão de visitas era: de um lado, filha de Costanza; do outro, filha de Roberto. Então, encontrar minha voz foi importante. O digital me deu essa oportunidade e, ao escrever o livro, tentei explicar qual foi o processo para virar a pessoa que sou hoje”, detalha.

O lançamento do livro, que ocorre nacionalmente em Belo Horizonte, é um fato de grande afetividade para Consuelo. “Fiquei muito feliz de o lançamento ser em BH. Acho que tudo conspirou para acontecer assim. Muita gente disse que deveria ser em São Paulo, mas eu pergunto: Por que tem de ser lá? Não! O povo de BH está nos recebendo de uma forma tão generosa e gratificante”, comenta. Ela ressalta, ainda, que é suspeita em falar sobre o fato. “O meu relacionamento com os mineiros é muito bom. Uma coisa que aprendi demais é que vocês não confiam em ninguém, têm sempre um pé atrás. Adoro isso. E, na maioria das vezes, os mineiros confiam e gostam muito de mim”, brinca.
Tags:
  • estrevista
  • Consuelo Blocker
  • Costanza Pascolato
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