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Negócios relacionados com o Papai Noel se consolidam em BH

Segmento lucrativo, o Natal movimenta o comércio e dá fôlego à economia


Créditos da imagem: Izabela Ventura
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Redação Sou BH
26/11/18 às 12:05
Atualizado em 11/02/19 às 16:53

Por Izabela Ventura

A ‘magia do Natal’ não acontece só do dia 24 pra 25 de dezembro. Muitos negócios giram em torno da data comemorativa mais esperada do ano. A belo-horizontina Casa Futuro, por exemplo, existe somente em função daqueles que adoram os encantos natalinos. Já na Casa Maia, o Natal é responsável por 70% do faturamento anual. Afinal, Papai Noel não existe, mas gera empregos e ajuda a fomentar a economia.

A expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) é de que R$ 3,3 bilhões sejam injetados no comércio de BH, neste ano. A época já é promissora por natureza, devido ao contexto econômico (13º salário) e sociocultural (apelo emocional da data).

O cenário é favorável, mas o empreendedor tem que saber utilizá-lo ao seu favor. A analista do Sebrae Minas Paula Bento aconselha o investimento no visual da loja para atrair os clientes; o treinamento da equipe; a precificação adequada e competitiva; e o controle do estoque. “É preciso entender a demanda para não ficar com produtos natalinos demais sobrando. Se isso acontecer, faça campanhas promocionais e saldões, e tente aproveitar alguns itens para o Réveillon.”

A atenção no quesito estoque é redobrada pelos empreendedores de estabelecimentos exclusivos para o Natal. Cláudia Travesso, dona da Casa Futuro, sabe disso e, com rigor e dedicação, mantém a empresa há 20 natais. São duas unidades e um ponto de locação em BH, mais duas lojas no estado de São Paulo, que abrem de outubro a dezembro.

Além dos objetos temáticos, ela oferece serviços de locação de decorações inteiras para empresas, prefeituras e famílias. A demanda de residências tem crescido ano a ano, e ocupa hoje 40% dos pedidos. “Sem tempo, as pessoas têm preferido contratar alguém para montar e desmontar os materiais. Outra vantagem do aluguel é não precisar armazenar árvore, enfeites e demais apetrechos em casa”, ressalta Cláudia, empresária que conseguiu transformar a paixão pelo Natal em negócio bem-sucedido. “Não são apenas 75 dias de trabalho intenso. Tem que ter 100% de dedicação, de janeiro a janeiro”, diz.

Nas duas unidades da Casa Maia, a decoração de Natal invade o ambiente a partir de outubro. Há árvores, iluminação, papais noéis animados, soldadinhos quebra-nozes e muito mais. Em 2018, a moda são os objetos brancos, ‘nevados’ por cima, que enfeitam residências, empresas, shoppings e outros locais. “Esse é o período em que mais investimentos em mercadorias, comprando até cinco vezes mais, e em contratações. Temos 32 funcionários fixos e chamamos mais 18 para o Natal”, conta o dono da companhia, Alexandre Maia.

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