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Minas Gerais é o segundo estado que mais gera empregos na economia criativa

Estudo inédito do P7 Criativo mostra o panorama do setor no Brasil, com foco em quatro grupos de atividades


Créditos da imagem: Sfio Cracho/Shutterstock.com
Main 134219 14.11 economia criativa shutterstock por sfio cracho
Redação Sou BH
12/11/18 às 11:42
Atualizado em 11/02/19 às 16:54

Especial publicitário - Este material é patrocinado*

Doze em cada 100 negócios da economia criativa no Brasil estão em Minas Gerais. São mais de 63 mil empresas, a maioria de micro e pequeno porte. O estado é o segundo do país em geração de empregos no setor, com mais de 457 mil pessoas ocupadas. Os dados são de um estudo inédito realizado pelo Observatório do P7 Criativo – Agência de Desenvolvimento da Indústria Criativa de Minas Gerais.

Em todo o Brasil, há 526.647 empresas neste que é considerado o quarto setor da economia tradicional. Ele abrange um extenso leque de negócios baseados no capital intelectual, na inovação e criatividade. Grande parte das produções do setor, inclusive, está sob proteção do direito de propriedade intelectual.

O estudo se baseou na abordagem proposta pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), que distingue três tipos de criatividade: artística, científica e econômica. As atividades incluídas no levantamento mineiro se dividem em quatro grupos: Mídia, Cultura, Criações Funcionais e Tecnologia e Inovação.

Tanto no Brasil quanto em Minas Gerais, Cultura – que inclui atividades artísticas, de gestão do patrimônio cultural e gastronomia – lidera a geração de empregos na economia criativa, com 51 e 54% dos postos de trabalho, respectivamente.  O grupo Criações Funcionais, que abrange os segmentos de arquitetura, publicidade, design, moda e fabricação de móveis, aparece em segundo lugar no total de empregos no setor. A proporção é de 28,4%, no Brasil, e de 30,3% em Minas.

Apesar de aparecerem na terceira posição no ranking de geração de empregos, as empresas do grupo de Tecnologia e Inovação são as que melhor remuneram seus profissionais. O salário médio pago pelo setor no Brasil, em 2016, era de cerca de R$ 5,1 mil. Em Minas Gerais, a média era próxima de R$ 4,3 mil.

As mulheres são maioria entre os trabalhadores da economia criativa no Brasil (50,02%) e em Minas Gerais (52,5%). Mas não há novidade nesse setor em relação ao quadro nacional:  a média salarial delas é menor que a dos homens em todos os grupos pesquisados, inclusive nos de Cultura e Criações Funcionais, nos quais há predominância da participação feminina.

Um lugar ao sol

Há sete anos no mercado, a produtora de audiovisual Ovelha Negra é um dos empreendimentos residentes no P7 Criativo. A empresa está sob a gestão de Claudio Gonçalves, 33 anos, desde 2016. Advogado de formação, Claudio entrou para o mercado de audiovisual quando cursava uma pós-graduação em produção e política cultural. “Um amigo me fez a oferta de compra da Ovelha e eu topei”, lembra.

De lá pra cá, a pequena produtora vem se adaptando às diversas mudanças experimentadas pelo mercado de comunicação com o avanço das tecnologias digitais. A empresa, que já teve sede própria e uma equipe de 15 colaboradores, optou por uma estrutura mais enxuta.  “O preço dos serviços de audiovisual caíram drasticamente e tivemos que nos adequar”, conta Claudio.

Há dois anos, o empresário aderiu ao coworking e passou a ocupar uma estação de trabalho no P7 Criativo. Hoje, com nove colaboradores, sendo três no regime CLT e os demais prestadores de serviço, a Ovelha Negra atende clientes em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

Mais que reduzir custos, Claudio considera que a opção pelo coworking possibilitou maior flexibilidade à empresa e melhor qualidade de vida aos colaboradores. Apesar de prever queda de 10% no faturamento deste ano, o empresário está otimista com o mercado. “A Ovelha Negra está se transformando em uma empresa de tecnologia”, adianta. O projeto de uma plataforma de serviços audiovisuais já está em teste, um novo modelo de negócio focado em atender as necessidades dos clientes.

*Da agência Sebrae de Notícias

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