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Consumidores mineiros devem gastar R$ 50 nesta Páscoa, estima Fecomércio

Para a CDL, tíquete médio será de R$ 47,69 em Belo Horizonte



Créditos da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Considerada a terceira data comemorativa mais rentável para o comércio no primeiro semestre (13,0%), a Páscoa irá impactar 44,5% das empresas varejistas de gêneros alimentícios de Minas Gerais
Redação Sou BH
25/03 às 14:49
Atualizado em 26/03 às 09:33

Considerada a terceira data comemorativa mais rentável para o comércio no primeiro semestre (13,0%), a Páscoa irá impactar 44,5% das empresas varejistas de gêneros alimentícios de Minas Gerais, 5,2 pontos percentuais (p.p) abaixo em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com a pesquisa “Expectativa do Comércio Varejista – Páscoa 2021”, divulgada nesta quinta-feira (25) pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, 54% dos empresários esperam que o consumidor gaste, em média, até R$50,00 com produtos relacionados à Páscoa.

A cautela do segmento reflete o atual cenário da pandemia de Covid-19 em todo o estado, que impôs a restrição no funcionamento de milhares de negócios. Apesar disso, para 43,8% dos empresários, o otimismo/esperança e a percepção de melhora das vendas nos últimos meses (28,1%) são fatores que podem potenciar o faturamento no período. Apostando nesses fatores, 18,5% das empresas acreditam que os resultados serão superiores ao registrado em 2020.

Para atrair os consumidores, 45,7% dos empresários pretendem investir em promoções e liquidações e 20,8% irão apostar na divulgação. “O apelo emocional das datas comemorativas ajuda a sustentar a confiança nas vendas. Mesmo com o isolamento social, muitos consumidores devem dar presentes de Páscoa, como ovos de chocolate. Além disso, a data aquece o comércio de gêneros alimentícios, um dos setores autorizados a funcionar, desde que siga os protocolos contra o Covid-19”, explica a analista de pesquisa da Federação, Carolina Barcelos.

Superando a desconfiança

Por outro lado, 54,3% dos empresários afirmaram que as vendas serão piores em comparação ao ano passado, devido à crise econômica (44,7%), à pandemia do novo coronavírus (43,6%) e à falta de dinheiro/desemprego (35,1%).

Com a renda das famílias afetada pela crise causada pelo novo coronavírus, a analista de pesquisa pontua que os empresários podem apostar em diferenciais para potencializar as vendas do período. “Com boa parte do comércio fechado, uma alternativa é apostar na força das redes sociais e nos canais de atendimento para alavancar as vendas. Além disso, o delivery segue como solução permitida pelo governo”, ressalta Carolina.

O levantamento também apontou que 93% dos entrevistados acreditam que o consumidor fará busca de preços durante as compras. Já a forma de pagamento mais esperada pelos empresários é o cartão de crédito (53,8%), em uma única parcela. Essa opção cresceu 17,3 p.p. em relação ao mesmo período, um reflexo das mudanças no consumo causada pela pandemia.

A pesquisa “Expectativas do Comércio Varejista – Páscoa 2021” foi realizada com 389 empresas espalhadas pelas dez regiões de planejamento do estado (Alto Paranaíba, Central, Centro-Oeste, Jequitinhonha-Mucuri, Noroeste, Norte, Rio Doce, Sul de Minas, Triângulo e Zona da Mata). A escolha visa tornar a análise mais abrangente e completa. A margem de erro da pesquisa, realizada entre 1° e 10 de março, é de 5 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Páscoa em BH será de vendas com tíquete médio de R$ 47,69, aponta pesquisa da CDL/BH

De acordo com pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), realizada com cem empresários entre os dias 10 e 23 de março, os lojistas esperam um tíquete médio de R$ 47,69 em cada item. “A expectativa do comerciante é que cada consumidor, em média, compre até dois itens de Páscoa, desembolsando no total R$ 95,38”, revela o presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva.
 
Mais adeptos e acostumados ao comércio on-line, os lojistas entrevistados afirmam que irão usar o poder das vendas virtuais para alavancar as vendas no período comemorativo. O aplicativo de mensagens whatsapp é o preferido de 48,5%. “Muitos citaram outras redes sociais, mas o whatsapp chama a atenção por ser mais pessoal e direto. Isso também nos mostra a importância de se cultivar uma boa base de informações sobre o seu cliente”, avalia Souza e Silva.

Para atrair os consumidores, a maioria dos lojistas afirma que irá investir em divulgação (61,6%) e aperfeiçoar o atendimento (34,3%). “Sabemos que, apesar da grande digitalização que as formas de consumo vêm passando nos últimos tempos, somos seres sociáveis. Por isso, investir em material humano, experiência do consumidor e qualidade no atendimento são essenciais para gerar vendas e fidelizar o cliente”, indica o presidente da entidade.
 
Pagamento
De acordo com os entrevistados, 75,8% dos consumidores irão optar pelo pagamento no cartão de débito, 15,2% à vista no crédito e 5% no dinheiro. Segundo a pesquisa, os empresários acreditam que os consumidores irão realizar pagamentos à vista com o objetivo de manter a vida financeira saudável e evitar o endividamento futuro.
 
Ovo de Páscoa em segundo lugar
São muitas as opções de chocolate nas prateleiras, mas os lojistas acreditam que alguns formatos serão os preferidos do consumidor nesta Páscoa. Em destaque: tablete ou barra de chocolate (24,2%); ovo de páscoa (22,2%); caixa de bombons (19,2%) e cesta de bombons (12,1%).
 
Foco no on-line
A força das vendas on-line, especialmente neste período de ‘onda roxa’, foi confirmada por outra recente pesquisa CDL/BH realizada entre os dias 8 e 22 de março, com 235 comerciantes da cidade. Dentre as principais estratégias adotadas pelos lojistas para continuarem na ativa, em primeiro lugar (67,2%) estão as vendas on-line, seguidas de divulgação em redes sociais e telemarketing (20%) e atendimento sob demanda (5,5%). "Dentro das dificuldades e restrições, os lojistas têm se adaptado e buscado alternativas para amenizar os prejuízos. As vendas on-line, sem dúvida, são a principal opção e têm sido a salvação de muitos negócios", pontua o presidente da CDL/BH.
 
O levantamento destaca ainda os receios dos comerciantes em relação ao futuro de seus negócios.  “Essa é a primeira vez, desde o início da pandemia, que o medo pelo encerramento definitivo das atividades não ocupa o primeiro lugar dentre as preocupações dos lojistas. O que significa que, apesar do agravamento da pandemia e suas consequências econômicas, o empresário está esperançoso por uma retomada”, finaliza Souza e Silva.


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