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Consumidores de BH terminaram o ano de 2018 mais inadimplentes

Número de inscritos no cadastro de devedores do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) cresceu


Créditos da imagem: Sergey Borisov_88/Shutterstock.com
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Redação Sou BH
31/01 às 12:50
Atualizado em 01/02 às 17:02

O ano de 2018 não fechou tão positivo no quesito dívidas quitadas entre os belo-horizontinos. Segundo um levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), apesar da melhora do cenário econômico nos últimos meses, os consumidores da capital terminaram o ano mais inadimplentes.

O número de inscritos no cadastro de devedores do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) cresceu, em relação ao mesmo período em 2017. Na comparação anual (Dez.18/Dez.17) a inadimplência aumentou 0,75%. Segundo o CDL, umas das justificativas é o atraso do salário e o não pagamento do décimo terceiro para os servidores públicos estaduais.

O índice de desemprego, que ainda continua alto, e a inflação, que cresceu 0,8 pontos percentuais (3,75% em 2018/2,95% em 2017), também explicam o crescimento na inadimplência. “O aumento da inflação juntamente com a alta taxa de desemprego impactam diretamente no custo de vida das famílias, diminuindo a renda disponível para o pagamento de dívidas, o que favorece o crescimento da inadimplência”, explica o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Queda

Já na comparação dos meses de novembro e dezembro de 2018, houve uma redução de 1,54% no número de pessoas inadimplentes em Belo Horizonte. Essa queda é reflexo do pagamento da primeira parcela do 13º salário para a iniciativa privada. 

Raio-x

A faixa etária acima de 65 anos foi a que mais cresceu no número de inadimplentes no mês de dezembro (21,49%). “As pessoas nesta faixa etária geralmente são as responsáveis financeiramente pelas famílias e têm gastos mais elevados com a saúde, o que causa dificuldade para honrar seus compromissos em dia. Com isso, elas sentem mais no bolso os reflexos do aumento do custo de vida”, esclarece o presidente da CDL/BH. 

Entre os gêneros, o endividamento foi maior entre as mulheres, com crescimento de 0,46%. Já entre os homens, houve queda de 0,55%. 

Com CDL/BH

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