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Belo-horizontinos estão planejando menos os gastos

<p>O número de consumidores que planejam as contas foi menor em agosto</p>


Créditos da imagem: SXC Photo
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SXC Photo
Redação Sou BH
12/08/14 às 10:37
Atualizado em 01/02 às 17:23

A maior parte dos consumidores de Belo Horizonte está atenta com o controle das finanças domésticas, mas o percentual desses consumidores já foi maior. A Pesquisa de Opinião do Consumidor ? Orçamento Doméstico mostra que em agosto 61,8% dos consumidores entrevistados buscavam planejar o orçamento mensal. Em julho, a Fecomércio/MG havia apurado 79,5% no mesmo estudo.

O planejamento de modo não eficaz representa 24,9%, com 19,1% dos consumidores seguindo parcialmente o planejamento e 5,8% não seguindo o planejado. A pesquisa demonstra que o consumidor sempre inicia o mês com alguma intenção no planejamento de suas despesas. Porém, chegar ao último dia do mês com todas as metas cumpridas é um desafio.

Em uma situação extrema, quando a renda não é suficiente para cobrir as despesas, a ação mais adotada pelos consumidores, com 51,6% das respostas, é cortar itens e serviços considerados supérfluos. Isso demonstra atenção dos consumidores aos produtos de primeira necessidade, interferindo nos hábitos como opção por marcas diferentes e substituição de produtos.

O cartão de crédito continua sendo o principal ator nas contas domésticas. Ele é compromisso financeiro que mais pesa no orçamento mensal, com 62,7%. Também é o meio preferido na hora de parcelar as compras, 52,7%.

Conforme explica o economista da Fecomércio/MG Juan Moreno de Deus, a combinação de planejamento não eficaz, estimulado pelas compras emocionais e uso de cartão de crédito parcelado, em que são praticadas as mais altas taxas de juros no caso do não pagamento integral da fatura mensal, sinalizam risco de inadimplência no futuro. Esse risco diminuiria se o comércio praticasse mais a concessão de descontos no pagamento à vista.

Sendo dessa maneira, a pesquisa apontou que 94,8 % dos consumidores pagariam suas contas à vista. ?É indicativo importante para os empresários dispostos a fortalecer seu caixa, fugir do peso das taxas de administração das adquirentes de cartões e criar vantagens competitivas frente à concorrência?, conclui o economista.

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