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Os Mercenários 3

Nosso blogueiro conta o que achou da nova aventura de Stallone e companhia


Créditos da imagem: Divulgação
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Os Mercenários 3 está em cartaz em BH
Redação Sou BH
13/09/14 às 10:52
Atualizado em 01/02 às 17:59

Por Carlos Henrique, do Blog A última sessão

O cinema de ação dos anos 80 foi construído a base de muita porrada. Desnecessário dizer que Sylvester Stallone é mais do que responsável pela fama nada pacífica dessa década cinematográfica. Dizia-se que Stallone e seu companheiro de truculência Arnold Schwarzenegger estudavam o mapa geopolítico para encontrar lugares onde seus personagens pudessem viver suas aventuras reacionárias. Três décadas depois, Stallone reuniu um grupo de atores que se especializaram em filmes de pancadaria (alguns bons, outros nem tanto) para criar Os Mercenários: Schwarzenegger, Bruce Willis, Dolph Ludgren, Jet Li, Jean Claude Van Damme e até o icônico Chuck Norris desenferrujaram os músculos e empunharam suas armas para a alegria dos marmanjos que cresceram nos anos 80. Jason Stathan, o homem de ação da década de 90, completava o time ao lado de rostos da nova geração. Este grande encontro resultou em duas movimentadas e bem humoradas aventuras (Vale dizer que a segunda é muito superior à primeira).

Nesta 3ª aventura dos Mercenários, sai Bruce Willis e entram outros grandes nomes do cinema de ação. A cena inicial com os mercenários resgatando Wesley Snipes de uma prisão é uma referência direta ao ator, que estava preso na vida real por sonegação de impostos. Antonio Banderas esbanja bom humor como um assassino desempregado que sonha em entrar para o grupo. Mel Gibson esbanja caras e caretas como o grande vilão a ser vencido pelo grupo. Mas talvez a grande aquisição do filme seja sua maior decepção.

Ninguém duvida que Harrison Ford é um dos grandes ícones da aventura anos 80 (aliás, dos anos 70 e 90 também). O ator que já personificou o mercenário espacial Han Solo, o arqueólogo Indiana Jones e o espião Jack Ryan – isso sem falar de outros filmes de grande sucesso como “O Fugitivo” merecia um personagem mais caprichado. Seu papel de agente da CIA é uma sombra da homenagem que ele mereceria receber.

Outra bola fora de “Os Mercenários 3” é o tempo dedicado a busca de “caras novas” para o grupo: Kellan Lutz, Victor Ortiz e a lutadora Ronda Rousey ganham destaque demais em um filme onde o maior atrativo são os veteranos. A explicação talvez seja o tom de despedida do filme. Em vários momentos eles falam em abandonar as armas e aproveitar uma aposentadoria. É lógico que o faturamento desta “parte 3” é que vai determinar a aposentadoria (ou não) da turma. Como a bilheteria inicial nos Estados Unidos não foi lá grandes coisa, pode ser que nossos heróis vão, enfim, descansar. Só poderiam ter escolhido uma aventura melhor.

Leia outros comentários sobre cinema no A última sessão.

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