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O Poderoso Chefão

Filme de Francis Ford Coppola será exibido durante a Virada Cultural 2014 em BH


Créditos da imagem: Divulgação
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O Poderoso Chefão será exibido durante a Virada Cultural
Redação Sou BH
25/08/14 às 10:03
Atualizado em 01/02/19 às 17:58

Clássico é clássico. Quando eles surgem, costumam marcar uma época, criar uma legião de admiradores, inspirar outras releituras e deixar legados. Pois clássico que é clássico não envelhece nunca. Há mais de 40 anos, a saga do imigrante siciliano que se torna um dos chefes do crime organizado mudou a forma de retratar o universo mafioso. O mundo do crime nunca mais foi o mesmo - pelo menos na cultura pop. Claro que você já sabe que estou falando de “O Poderoso Chefão”.
 
Considerado o primeiro filme a retratar a máfia italiana com fidelidade, "O Poderoso Chefão" foi baseado no livro do escritor Mario Puzo. Descendente de sicilianos, ele aceitou escrever uma história baseada na organização criminosa italiana porque precisava de dinheiro para pagar uma dívida de jogo. Quando o livro foi lançado, se tornou um best-seller instantâneo. Adaptá-lo para o cinema era o caminho natural a ser tomado por Hollywood. A tarefa coube ao jovem diretor Francis Ford Coppola.

Para encarar a empreitada, Coppola escalou um elenco liderado por um astro problemático (Marlon Brando) e por ilustres desconhecidos na época: Al Pacino, James Caan, Robert Duvall e Diane Keaton. O orçamento do diretor, naquela época, era de US$ 6 milhões. Já na sua estreia, em apenas seis salas, o filme já mostrava a sua força. Ao todo, “O Poderoso Chefão” fez mais de US$ 245 milhões ao redor do mundo. Mas a história da família unida por laços de sangue e de lealdade não conquistou só o público. O filme gerou muito mais do que uma gorda bilheteria. A crítica se rendeu ao filme e, frequentemente, ele é apontado entre os “melhores de todos os tempos” por instituições e publicações tão respeitadas como o American Film Institute, as revistas "Entertainment Weekly" e "Empire" e os sites IMDB e Rotten Tomatoes.

Não é pra menos. Da primeira a última cena, a produção criou sequências memoráveis. Os acordes da trilha sonora de Nino Rota são facilmente reconhecidos mundo afora. E o tempo se incumbiu de criar histórias e lendas sobre “O Poderoso Chefão”. Inclusive a de que um famoso líder mafioso chegou a ligar para a casa do produtor Robert Evans e ameaçar sua família. Coincidência ou não, o nome da Cosa Nostra ou a palavra “máfia” não são pronunciados uma única vez durante os 175 minutos de filme. O personagem de Johnny Fontane, o cantor e ator apadrinhado por Don Corleone, teria sido inspirado em Frank Sinatra. Verdade ou não, as ameaças de Sinatra ao escritor Mario Puzo aparecem até mesmo na biografia do cantor.

Nas duas outras grandes sequências de “O Poderoso Chefão”, aprendemos como a política, a lei e a religião podem esconder interesses tão traiçoeiros quanto os da Máfia – mas essas são outras histórias (e pelo menos a segunda parte da trilogia merece um comentário exclusivo). Aguarde.

O filme será exibido no Cine Humberto Mauro no dia 30 de agosto, sábado, às 21h.

Veja mais no Blog A última sessão.

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