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Mulheres mineiras fazem história no grafite

Ruas de Belo Horizonte e outras capitais brasileiras estão tomadas pela arte feminina


Créditos da imagem: Anna Rocha
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Júlia Vilaça *
25/08 às 09:00
Atualizado em 26/08 às 15:54

Colorindo e alegrando os muros por toda a cidade, a arte de rua de Belo Horizonte vive um momento especial de efervescência, principalmente com a ascensão do rap e do grafite. 


Artistas mineiras têm alçado vôos altos e vêm se fazendo cada vez mais presente nas ruas da capital e do mundo. Um exemplo é a mineira Criola que, no início do ano, inaugurou um mural em homenagem aos 465 anos de São Paulo. A arte é imponente e marcante no visual da capital paulista. 


Crédito: Henrique Madeira

Se você passa pelo túnel da Lagoinha no sentido centro ou pelas escadas que ligam a Estação Central do metrô à rua Sapucaí, com certeza já se deparou com artes enormes e coloridas. Além de ambas terem mulheres fortes desenhadas, elas têm mais em comum: os trabalhos são do Minas de Minas Crew. O grupo, que faz muito sucesso e barulho, está há sete anos transmitindo a mensagem de que o lugar da mulher é onde ela quiser, inclusive, no grafite. 


Para compor a crew, Krol tem ao seu lado Viber, Nika e Musa. Segundo a artista, “o grafite é uma forma de expressão. É uma arte muito democrática e vem para ser jogada na cidade, independente se as pessoas gostam ou não. Ele pode trazer uma mensagem que fala sobre algum protesto ou sobre papel da mulher. Ele existe para dialogar.” 




Em 2018, a Prefeitura de Belo Horizonte promoveu o
Arte Urbana - Gentileza. O edital do projeto selecionou 40 propostas de intervenção no espaço urbano. Dentre elas, 15 são de grafite e Isabel Guedes, foi uma das selecionadas. O trabalho da artista fica na Avenida Cristiano Machado, próximo ao Minas Shopping e é inspirado no poema Liberdade, de Carlos Drummond de Andrade.


Para Bel, ser grafiteira envolve questões políticas e uma postura de protesto. “Acredito que as mulheres têm muito a dizer e muito o que expressar na arte de rua, diante de uma sociedade que é muito machista. Não é fácil estar na rua”, ela afirma. Mesmo com toda dificuldade, a artista diz que não se deve desistir e que, hoje, seu maior sonho, é continuar fazendo seu trabalho e se expressando através da arte.

* sob supervisão da jornalista Bárbara Batista

Tags:
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