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Mais leves do que nunca

Mineiros da banda A Fase Rosa lançam segundo disco com suingue e brasilidades


Créditos da imagem: Tiago Nunes
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Novo disco da banda mineira vem recheado de suinge e brasilidades
Redação Sou BH
26/11/14 às 12:16
Atualizado em 01/02 às 18:02

Por Débora Gomes, jornalista do Sou BH

Se a ideia era lançar um disco que fosse fácil e bom de ouvir, os mineiros da Fase Rosa cumpriram bem a sua missão com o álbum “Leveza”, que teve lançamento virtual no dia 3 de novembro. Composto por 12 faixas inéditas, o trabalho tem o suingue característico da banda, em letras críticas e politizadas, com o otimismo peculiar e um jeitinho gostoso de se fazer música.

“O processo foi muito natural e despretensioso. Leve. Entendíamos que o nome reforçaria e explicaria bem a energia do disco”, conta o guitarrista e vocalista Thales Silva. O nome do álbum é também o da terceira faixa que, segundo Thales, remete a uma experiência causada pela audição do disco de 1973, de João Gilberto. “Usamos o nome da faixa no disco, pois a palavra sintetizava muito do que passamos na construção e produção desse álbum”, explica.

Toda essa leveza é transmitida de faixa em faixa, com a voz suave de Thales e o instrumental muito bem arranjado por Fernando “Feijão” Monteiro (bateria e voz), Rodrigo Magalhães (baixo e voz) e Rafael José (guitarra e voz), que assume os vocais na quinta faixa.  “Nos tornamos de fato uma banda. Antes passamos por constantes mudanças de formação e o som ficava refém disso”, avalia Thales.

Há dois anos com os mesmos integrantes, segundo o vocalista, A Fase Rosa, que surgiu em 2009, se compreende e se entende melhor agora. “Temos confiança e mais certeza das escolhas que fazemos”, completa. E isso, para o músico, reflete diretamente nas canções e no resultado do álbum. “A principal característica desse segundo disco é o encontro da banda ainda mais certeiro com a música popular brasileira. Aparecem com mais clareza os ritmos baião, samba, carimbó e as bossas”, avalia.

Encontro esse que, embora aparecesse um pouco em “Homens Lentos”, primeiro disco da banda, é ainda mais claro nessa nova fase dos mineiros. “O ‘Homens Lentos’ é um disco instrumentalmente mais conceitual e também mais carregado. No ‘Leveza’ todos estavam mais envolvidos nas canções, no cantar. Esse é um disco mais cantável, mais fácil de ouvir também”, observa Thales. “A ideia é que seja um disco gostoso de ouvir. Que traga alento. Queremos também levar as pessoas a algumas reflexões, mas de um modo leve, não impositivo”, completa o músico.

O lançamento físico de “Leveza” aconteceu no dia 14 de novembro, em São Paulo. Em BH, o primeiro show do disco está agendado para dia 5 de dezembro, com realização por meio de financiamento coletivo. Para contribuir com a concretização do show, a campanha ainda está ativa, pelo site Variável 5. As contribuições variam de R$15 a R$1.800.


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