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Inhotim recebe Lenine e OSMG

Cantor está ansioso por show no cenário envolto a arte e natureza


Créditos da imagem: Divulgação
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Cantor se apresenta com Orquestra Sinfônica de Minas Gerais
Redação Sou BH
20/01/15 às 16:30
Atualizado em 01/02/19 às 17:59

Por Camila de Ávila jornalista Sou BH

No dia 13 de setembro o Inhotim recebe a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e o cantor pernambucano Lenine para única apresentação. O show, Inhotim em Cena - OSMG convida Lenine, será às 15h30 e promete ser intenso como a música do artista.

O cenário é perfeito. Um belíssimo jardim, com obras e instalações artísticas espalhadas ao redor e a música sinfônica, ou “acadêmica”, como disse Lenine, juntamente com a versão popular da arte musicada. Um dos mais importantes compositores da atualidade, Lenine vem até o museu de arte contemporânea para apresentar seu repertório no formato orquestral. “Em referência a minha experiência com o formato sinfônico, penso que cada orquestra tem seu sotaque, sua naturalidade, sendo assim, é sempre muito diferente”, explica o cantor.

Em conversa com o Sou BH, Lenine demonstrou ser um artista sensível e que sente a música em sua plenitude. Sendo assim, para ele estar no palco com uma orquestra executando uma única canção é mágico. “A música está sempre em andamento, sempre em movimento e ver 60 pessoas interpretando a mesma música é maravilhoso”, conta. 

Lenine diz já ter um repertório adaptado para a apresentação no formato orquestral, mas ele não perde a ansiedade que antecede a uma apresentação. “Tenho um repertório que adaptei para ser apresentado com orquestra, mas mesmo assim, a novidade sempre existe. É necessário respirar junto porque a beleza acontece a partir desse encontro”, explica. O cantor afirma que a música, e sua associação com arte, encontro que o cenário do show proporcionará, irá fazer desta apresentação muito marcante. “Associação da música com a arte é muito especial. Não conheço o Inhotim, mas sei que lá possui um espaço botânico, inclusive quero conhecer o orquidário. Na verdade estou honrado pelo convite”, disse com forte sotaque pernambucano ao pronunciar o nome do espaço, Inhotín.

Durante a apresentação Lenine tocará seu inseparável violão. “O meu violão é a extensão do meu corpo. Sempre toco no show porque o violão é a minha base”, explica. Muito modesto o músico diz que o que faz é simples música. “Procuro não adjetivar o meu trabalho porque a música se dá naturalmente”, conta.

Relação com Minas

A relação de Lenine com Minas já tem um tempinho. Ele compôs para o Grupo Corpo duas trilhas. Para o espetáculo Breu, que teve sua estreia em 2007, e TRIZ, de 2013, último espetáculo inédito da companhia. Perguntado se vai fazer mais trilhas para a companhia, respondeu em meio a risos: “Pera aí! Sou fã do Corpo, tenho uma relação com os Pederneira que antecede ao balé. Mas agora o grupo está trabalhando com o espetáculo de aniversário e quem vai fazer a trilha é o Uakti, de quem sou fã”.

Lenine diz que se sente em casa em Minas. “Tenho como farol Milton Nascimento e o Clube da Esquina. Gosto muito de Minas e me sinto em casa nessa terra”, conta.

Depois de Chão

Lenine disse que turnê de Chão, seu último disco, está acabando. “Estou me despedindo da turnê de Chão, mas ainda tem muito chão pela frente (risos). Ainda tenho compromissos com este trabalho”, diz. Lenine afirma que tem um carinho especial por este disco pelo tipo de show que foi. “Chão tem sons do cotidiano, foi uma experiência muito importante, um show diferente, cheio de detalhes”, afirma.

O artista já está começando o processo de produção para o novo trabalho, segundo ele, está no momento de atenção para a criação. “Já estou pensando no próximo disco. Estou no momento de atenção, sabe? Sou muito volátil e não dá para falar nada ainda”, diz. Conhecendo o trabalho de Lenine, sabe-se que se pode esperar algo novo, surpreender, simples e muito bonito.


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