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Documentário sobre primeira cineasta mulher entra em cartaz ainda este mês

Produção resgata legado de Alice Guy-Blaché, precursora do cinema que teve seu trabalho negligenciado pela história



Créditos da imagem: Divulgação
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Redação
20/10 às 09:13
Atualizado em 20/10 às 09:13

Secretária do engenheiro e inventor Léon Gaumont, Alice Guy-Blaché tinha 22 anos quando acompanhou o chefe em um evento que aconteceu em Paris em 1895. Esse evento fechado era nada menos do que a apresentação que os irmãos Lumière faziam de sua mais nova invenção: o cinematógrafo. Preenchida de admiração ao presenciar o nascimento do cinema, Guy-Blaché pediu ao chefe se poderia filmar algumas cenas. Gaumont aceitou contanto que ela continuasse a cuidar das cartas que chegavam na empresa. Começava ali a carreira de uma prolífica cineasta, esquecida pela história e resgatada no documentário Alice Guy-Blaché: a História Não Contada da Primeira Cineasta do Mundo, que estreia nos cinemas dia 29 de outubro.

Guy-Blaché acabou sendo nomeada chefe de produção da Gaumont e, em duas décadas, realizou cerca de mil filmes. Desde suas primeiras produções, a diretora contava histórias. Foi uma das primeiras a criar obras narradas. Seus filmes eram sofisticados e engajavam emocionalmente o espectador.

"Como pode uma figura tão importante para o cinema ser desconhecida?" foi a pergunta que motivou a diretora Pamela B. Green a fazer esse documentário, que estreou no Festival de Cannes em 2018. A pesquisa intensa para o longa revela, entre outros, uma coleção de filmes perdidos, uma das mais antigas do mundo, com obras produzidas e dirigidas por Alice Guy-Blaché.

"Talvez a mulher mais famosa da qual você nunca ouviu falar, Alice é uma pessoa que nunca deve ser esquecida, e é por isso que dediquei mais de 8 anos a fazer este filme para contar sua história", conta Green.

Tags:
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  • Alice Guy-Blaché
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