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Claro Rock encerra o ano com O Rappa

Banda carioca se apresenta no Chevrolet Hall trazendo os grandes sucessos da carreira


Créditos da imagem: Diego Mateus
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O Rappa se apresenta no Chevrolet Hall no encerramento do Claro Rock 2014
Redação Sou BH
26/11/14 às 12:18
Atualizado em 01/02 às 18:02

Por Camila de Ávila, jornalista do Sou BH

A banda carioca O Rappa chega a BH na noite de sexta-feira (28), às 20h,  para o encerramento da edição 2014 do projeto Claro Rock. O grupo se apresenta no Chevrolet Hall e promete tocar seus mais importantes hits, com sucessos de mais de 20 anos de carreira. O guitarrista Xandão conversou com o Sou BH sobre a banda e adiantou algumas coisas sobre o show.

O Rappa é conhecido pelas letras fortes e que abordam as questões sociais que assolam o país. “Esse lado existe porque exercemos um direito básico de cada cidadão de se manifestar sobre o que acontece ao seu redor”, explica Xandão. Segundo o guitarrista, a banda não é focada somente neste tipo de linguagem. “A gente costuma dizer que, enquanto o país oferece motivo para essa abordagem, vamos seguir com ela,” ressalta.

Conhecida por grandes parcerias, como as firmadas com o grupo de raggae norte-americano Soja, com a cantora Maria Rita, com a banda Sepultura, com Lula Queiroga e com Carlos Pombo, Xandão destaca Tom Capone como um dos mais importantes companheiros da banda. “Depois de tantos anos, tivemos grandes parceiros. Mas o Tom foi realmente especial. Ele plantou na gente um jeito de trabalhar em estúdio, de ver o trabalho do músico nesse contexto que carregamos até hoje. E ele era um cara fantástico”, diz.

Capone morreu, aos 38 anos em um acidente de moto na cidade de Los Angeles, quando acompanhava a cantora Maria Rita na premiação do Grammy em 2004. Ele foi responsável pela produção do disco “O Silêncio Q Precede o Esporro” de 2003, que conta com a participação do brasileiro Zeca Pagodinho e da rapper argentina Malena D'Alessio. São desse disco as canções “Rodo Cotidiano”, “Maneiras”, “Obvio”, “o Salto”, e a gravação de “Deus lhe Pague”, de Chico Buarque.

Pelas parcerias estabelecidas, é possível perceber que O Rappa passeia de forma muito a vontade por diversos gêneros da música como a black music, o rock, o reggae e a mpb. Mas, segundo Xandão, esta variedade de ritmos no grupo não é algo proposital. “Não existe uma medida, uma receita. A verdade é que todos esses estilos existem em todo mundo na banda, cada um com uma identidade mais ou menos acentuada em relação a determinado estilo”, explica.

Com 21 anos de carreira, O Rappa é uma banda que tem sua opinião respeitada pela crítica especializada e pelo público e, segundo Xandão, não há como o mercado atropelar a arte. “Não sei se é o mercado que leva vantagem. Talvez por termos um perfil fora do comum, as pessoas ao nosso redor sempre entenderam que a nossa identidade era o que nos diferenciava e sempre respeitaram essa integridade. É assim desde o primeiro disco”, explica.  Para O Rappa “a arte ainda se mostra primeiro”, como é dito na canção “Mar de Gente” do disco “O Silêncio Q Precede o Esporro”.  “Ela é o princípio, onde todos nos renovamos”, completa Xandão.

Sobre o show do dia 28 de novembro, o guitarrista diz que “Há todo um trabalho de iluminação que é acompanhado por projeções que completam as canções. Temos arranjos diferentes para as músicas que fazem parte da nossa história, o repertório novo”, conclui.


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