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As sensações da coleção de Ludwig

Mostra reúne obras de pintores reconhecidos internacionalmente, no CCBB BH, até outubro


Créditos da imagem: Divulgação
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Obra “Cabeça de Criança”, de Gottfried Helnwein
Redação Sou BH
20/01/15 às 17:20
Atualizado em 01/02/19 às 18:00

Por Débora Gomes jornalista Sou BH

É impossível não se impressionar com as obras de arte que, desde 20 de agosto, ocupam o terceiro pavimento do Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450 – Funcionários). A pop art ganha espaço, juntando-se ao neoexpressionismo, ao fotorrealismo e a outros movimentos de arte que abrilhantaram o século XX e causam impacto até hoje. Assim se compõe a mostra “Visões da Coleção de Ludwig”, em cartaz até 20 de outubro, possibilitando ao público um contato com parte da história da arte.

O projeto reúne cerca de 70 obras do acervo adquirido pelo alemão Peter Ludwig. Ao todo, o colecionador negociou cerca de 20 mil peças, em contagem oficial, que foram doadas, dando origem a diversos museus ao redor do mundo. “Por meio dos trabalhos expostos, os visitantes poderão mapear as coordenadas geográficas das viagens que o colecionador fazia por várias partes do mundo em busca de obras de arte, bem como refletir sobre os contextos estéticos que, em muitas ocasiões, marcaram suas épocas dentro da história da arte”, ressalta a coordenadora geral da mostra, Ania Rodriguez.

Andy Warhol, Picasso, Basquiat, são alguns dos artistas que viajam com a coleção. “Fiquei encantada com a mostra. É uma boa oportunidade de ter contato com obras que só vemos em livros ou na internet. É um verdadeiro encontro!”, avalia a educadora Ana Flores.

E esse encontro começa logo no pátio do CCBB, onde o visitante se depara, ao lado dos cafés, com a monumental obra “Cabeça de Criança”, de Gottfried Helnwein. Medindo seis metros de altura, a pintura em óleo e acrílica sobre tela, mais parece uma fotografia, tamanha realidade expressa em seus traços.  “É de impressionar!”, afirma Ana.

Em seguida, o público é convidado a ocupar as galerias do terceiro andar do espaço, onde se depara com a paleta de cores vivas de Pablo Picasso, expressas na obra “Cabeças Grandes”, de 1969. Na sequência, a união de Jean-Michel Basquiat e Andy Warhol reserva uma surpresa ao visitante, com a intrigante tela sem título, de 1984, que aparenta um grafitti, embora seja óleo e acrílica sobre tela.

A mostra reserva ainda um espaço para pinturas do movimento datado da década de 1980, o expressionismo alemão, representado por meio de trabalhos de Georg Baselitz, Markus Lüpertz e Anselm Kiefer.

A exposição fica em cartaz no CCBB até 20 de outubro, com entrada franca, e visitação de 9h às 21h. 


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