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Créditos da imagem: Déborah Gouthier

O Galpão da Casa do Conde é um centro cultural com espaço para eventos e exposições, e onde também está a sede do Laboratório de Restauração de Bens Móveis e Arqueologia, parceria com a UFMG, a Associação Mineira das Cidades Históricas e outras instituições da área cultural.

O complexo ainda abriga a Superintendência do Iphan em Minas Gerais e a Fundação Nacional de Artes (Funarte), uma exposição fixa sobre o Iphan, guarda de acervo documental, guarda de acervo ferroviário e sala para sediar a Associação Mineira das Cidades Históricas. O auditório e demais espaços serão utilizados para as atividades do próprio Iphan e do Ministério da Cidadania, para ações com foco na cultura e no patrimônio cultural.

 

Histórico

Construída em 1896 com o objetivo de servir de residência ao construtor e industrial Antônio Teixeira Rodrigues, conde de Santa Marinha, que trabalhou na edificação da capital mineira, a Casa do Conde de Santa Marinha testemunha a ascensão e decadência do transporte ferroviário em Belo Horizonte. Às margens da linha férrea que chega ao Centro, o palacete centenário, administrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), está localizado no conjunto arquitetônico e paisagístico da praça Rui Barbosa, no Centro da capital. O imóvel, tombado pelo Estado e Município como patrimônio histórico, ocupa uma área de 37 mil metros quadrados e conta com cinco galpões, oito salas e estacionamento com 600 vagas. No início do século XX, o imóvel e os galpões não só abrigavam a família do conde como também atividades relacionadas ao trânsito de mercadorias.

Poucos anos depois da morte do conde, em 1900, o palacete foi modificado para se adaptar às necessidades de cada usuário. Entre 1903 e 1909, funcionou o Colégio Santa Maria, educandário das filhas das famílias tradicionais. Em 1911, a edificação foi ocupada pela Seção do Café. Em meados da década de 1910, o segundo pavimento passou a ser moradia do intendente da Rede Ferroviária.

Após a extinção da Central do Brasil e a criação, em 1957, da Rede Ferroviária Federal, a Casa do Conde tornou a abrigar unidades da Superintendência Regional de Belo Horizonte, ocasião em que foi montado o Museu Ferroviário, que permaneceu no local até setembro de 1996, data da privatização da Rede Ferroviária Federal.

Atenção: as visitas devem ser agendadas de segunda a sexta pelo telefone 3222-2440.


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