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24ª Mostra de Cinema de Tiradentes

Local não informado

24ª Mostra de Cinema de Tiradentes

Evento encerrado
  • Gratuito

Data

22/01 até 30/01

Seg, Ter, Qua, Qui, Sex, Sab, Dom | 00:00 - 23:59


Créditos da imagem: Exilados do Vulcão - Paula Gaitán/ Divulgação

Em um ano tão absolutamente atípico como 2020, todo tipo de processo se alterou de alguma forma. Sejam através de processos de criação quanto pessoais e afetivos, o ano que termina obrigou milhões de pessoas a se ajustarem a novas formas de convívio e de construção de laços. O cinema foi um dos quadros mais diretamente afetados, em várias frentes: fechamento das salas de exibição, interrupção de projetos e filmagens em andamento e, especificamente no Brasil, a ampliação da paralisia do governo federal relativa ao setor, que se amplificou pelos impactos da pandemia.  


Consciente de todas as complexidades desse cenário, a 24a Mostra de Cinema de Tiradentes, a ser realizada entre 22 e 30 de janeiro de 2021, leva para sua temática parte dos questionamentos de um tempo único da história mundial. 


Vertentes da criação é o tema proposto pelos curadores Francis Vogner dos Reis e Lila Foster para a edição de 2021. A ideia partiu da percepção de que há, em anos recentes, uma reconfiguração intelectual e empírica dos processos na produção do país, cuja singularidade está condicionada por elementos variados: universos simbólicos, ética das imagens a partir dos espaços, personagens e territórios, estética amparada em perspectiva crítica do automatismo das práticas da expressão audiovisual do mercado e, principalmente, a economia de um tempo que resiste ao modelo célere de velocidade da circulação do capital. O cinema brasileiro se reinventa nas circunstâncias impostas a ele e nas inquietações de criadores arrojados que constantemente reinventam as formas do fazer. 


A proposta, então, será refletir - por filmes e debates- uma série de questões, como: 

O que move o cinema? 

Quais são os desejos que guiam e dão origem aos filmes? 

O que, afinal, dá forma ao filme? 

Como se criam métodos particulares para liberar experiências particulares? 

Como pensar os processos de artesania, como a construção dos personagens, do espaço, da escrita e da montagem? 

O que se faz com as mãos, os olhos, os corpos e o coração quando se está criando uma imagem? Enfim: o que leva, guia e movimenta o artista quando ele cria imagens e sons? 

 

A programação da 24ª edição do projeto será gratuita, e para acompanhar a agenda completa, que será disponibilizada em breve, acesse o site oficial. 

 

Homenagem a Paula Gaitán 

Ao se falar em Vertentes da criação, o nome da cineasta Paula Gaitán parece se acomodar à perfeição. Na ousadia expressiva e na variedade criativa, trata-se de uma artista incontornável, e não apenas no cinema brasileiro contemporâneo, a julgar pelas constantes celebrações e retrospectivas de sua obra ao redor do mundo nos últimos anos.  


Gaitán realiza longas, curtas e médias-metragens, faz filmes com dinheiro, sem dinheiro, filme caseiro, performances, musical de memória, filme híbrido, documentário especulativo, ficção poética, cine-retrato abstrato, videoclipes, séries de entrevistas, artes visuais e outros mais. “Ela usa a câmera como uma pintora usa o pincel. E tudo para ela é música, dos ruídos às cores”, destaca Francis Vogner dos Reis, coordenador curatorial da Mostra. 


Escolhida para receber a homenagem e o Troféu Barroco da 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes, Paula Gaitán, de origem colombiana, lançou seu primeiro filme em 1989, filmado no Xingu. Antes, já atuava no campo artístico como atriz, fotógrafa e diretora de arte. Foi parceira de Glauber Rocha (1939-1981) em alguns de seus trabalhos mais importantes, fazendo o cartaz de “Cabeças Cortadas” (1970), a cenografia de “A Idade da Terra” (1980), no qual também atuou diante das câmeras, e ilustrações de livros do realizador baiano. Como diretora, assinou filmes diversos, ora inovando nas abordagens e nas formas visuais e sonoras, como “Diário de Sintra” (2007) e “Noite” (2014), ora se aproximando intimamente de figuras importantes da criação, como “Vida” (2010), com Maria Gladys, “Agreste” (2010), com Marcélia Cartaxo, e “É Rocha e Rio, Negro Léo” (2020). Na ficção, dirigiu “Exilados do Vulcão” (2013) e “Luz nos Trópicos” (2020). 

 
Para celebrar a trajetória de Paula Gaitán, a Mostra vai promover um encontro virtual e uma Mostra Homenagem, com a exibição de oito trabalhos da cineasta: os longas “Diário de Sintra”, “Exilados do Vulcão”, “Noite”, “Luz nos Trópicos”, o videoclipe “A Mulher do Fim do Mundo” (de Elza Soares) e três filmes inéditos - o curta “Ópera dos Cachorros”, o média "Se hace camino al andar" e o filme de abertura que abre a programação da Mostra, na noite do dia 22 de janeiro, em pré-estreia mundial, que a diretora está finalizando para apresentar no evento 

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