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Minas registra 118 surtos de conjuntivite neste ano; veja cidades com o maior número

No ano todo de 2017, o Estado contabilizou 180 surtos da doença

Redação Sou BH - 15/03/18 as 12:21 - Atualizado em 15/03/18 as 15:03

conjuntivite
Foto: Divulgação/Agência Brasil

A Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que 118 surtos de conjuntivite foram registrados neste princípio do ano. Em dez semanas, esse dado representa 65,5% do que foi registrado em 2017 (180 surtos), nos doze meses. Belo Horizonte contabilizou até agora dois surtos.  

As cidades com maior número de surtos foram São Gonçalo do Pará, na região Centro-Oeste, com 26; e Paiva, localizada na microrregião de Juiz de Fora, na Zona da Mata, com 17. A SES-MG explicou que a conjuntivite não é uma doença com notificação compulsória, por isso os municípios não são obrigados a notificar o Estado sobre todos os casos da doença, e sim quando ocorrer um surto. 

A doença

Olhos avermelhados e lacrimejantes, pálpebras inchadas e avermelhadas, secreção esbranquiçada e sensação de areia nos olhos. Estes são os principais sintomas da conjuntivite, doença que normalmente tem duração de 15 dias até a evolução para a cura. Vírus e bactérias podem ser causadores da conjuntivite, além de reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes como fumaça, cloro de piscinas, produtos de limpeza ou maquiagem. Outra forma comum é a conjuntivite primaveril, ou febre do feno, geralmente causada por pólen espalhado no ar.

Em relação à transmissão da doença, caso tenha sido causada por vírus e bactérias, ela ocorre de pessoa para pessoa, principalmente por meio de objetos contaminados como equipamentos oftálmicos, toalhas, travesseiros, lenços e copos. Normalmente, a disseminação é rápida em ambientes fechados. Por isso, é preciso ter um cuidado especial em locais como escolas, creches, escritórios e fábricas.

Segundo a referência técnica do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Minas), Soraia Zardini de Morais, no caso da conjuntivite viral, é recomendado que o paciente se afaste temporariamente de ambientes coletivos. “Recomenda-se cuidados de higiene pessoal, como lavar com frequência as mãos e o rosto com água e sabão, evitar coçar os olhos, usar, quando possível, lenços e toalhas descartáveis e/ou individuais. Utilizar travesseiros individuais e evitar o uso de objetos pessoais de pessoas com conjuntivite também está dentro do recomendado”, explica.

Além disso, é recomendado que o paciente evite atividades de grupo enquanto a secreção ocular estiver presente, como o uso de piscinas. Lentes de contato também não são recomendadas, além de ser necessário limpar as superfícies que foram tocadas por pessoas com conjuntivite com água e sabão e, posteriormente, com álcool 70%. Lembrando que todo caso de conjuntivite deve ser encaminhado ao serviço de saúde para diagnóstico e orientações para o tratamento e controle da doença.

15 dicas simples que podem reduzir a ocorrência da conjuntivite:

  • Nunca compartilhe itens pessoais como maquiagem, travesseiros, óculos e toalhas de mão e rosto;
  • Cubra o nariz e a boca quando tossir ou espirrar e evite esfregar ou tocar os olhos;
  • Nunca compartilhe suas lentes de contato com outra pessoa e interrompa o uso caso apresente sintomas da conjuntivite;
  • Lave as mãos frequentemente, especialmente quando passar tempo na escola ou em outros lugares públicos;
  • Mantenha acessível um desinfetante manual como o álcool gel e use-o com frequência;
  • Limpe sempre as superfícies com um antisséptico apropriado;
  • Se você sabe que sofre alergias sazonais, pergunte ao seu médico o que pode ser feito para minimizar seus sintomas;
  • Ao nadar, use óculos de natação para se proteger de bactérias e outros microrganismos presentes na água;
  • Ande sempre com lenços de papel para secar ou limpar os olhos e jogue-os fora após o uso. Não guarde os lenços contaminados no bolso para reutilização;
  • Não use lentes de contato ou maquiagem na região dos olhos enquanto eles ainda estiverem vermelhos ou irritados;
  • Separe sua toalha de rosto e travesseiro, de preferência troque a fronha e a toalha todos os dias;
  • Use apenas o medicamento indicado pelo seu médico e lave os olhos com água filtrada ou tratada;
  • Faça compressas frias várias vezes por dia e lave o rosto e os olhos com água gelada sempre que possível;
  • Em caso de baixa de visão, procure novamente seu oftalmologista;
  • Evite a reinfecção não utilizando novamente a maquiagem ou lentes de contato que possa ter usado no período que estava doente.

Com SES-MG

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