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PUC, ex-reitores da UFMG e CUT fazem protesto contra operação da PF

Os manifestantes criticaram a conduta dos policiais federais e apoiaram os conduzidos

Redação Sou BH - 06/12/17 as 19:06 - Atualizado em 06/12/17 as 20:45


Foca Lisboa/UFMG

A
operação da Polícia Federal na UFMG na manhã desta quarta-feira (6) provocou protestos da reitoria da PUC Minas, de reitores ex-reitores da própria universidade federal e da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG). Os manifestantes prestaram apoio aos conduzidos pelos policiais e criticaram a atuação da PF.

“A PUC Minas expressa sua defesa de que tais ações se deem dentro do amplo respeito à dignidade e aos direitos individuais e que as autoridades responsáveis pelas mesmas não cedam à tentação da espetacularização midiática”, afirma nota da reitoria daquela universidade.

Reitores e ex-reitores da UFMG também se pronunciaram em defesa da universidade, repudiando a falta de intimação para as conduções coercitivas e as ações da PF que feriram os direitos dos profissionais levados, entre eles o reitor,
Jaime Arturo Ramírez, e a vice-reitora, Sandra Goulart Almeida.

A CUT se manifestou contra os desenvolvimentos da operação “Esperança Equilibrista” e as ações da Polícia Federal dentro da UFMG. “A CUT discorda do método escolhido pela PF. Toda a operação foi um espetáculo com foco na desmoralização das instituições federais”, afirma ao
SouBH Beatriz Cerqueira, presidente da CUT-MG.

Ainda de acordo com a presidente, a operação seria uma resposta às mobilizações estudantis e de universidades federais contra as reformas políticas do governo. “Toda a operação foi imediatamente colocada na mídia de forma errônea. O projeto não custou R$ 19 milhões e são 12 anos de projeto. Além do nome da operação que ironiza uma importante música contra a Ditadura Militar”, completa Beatriz Cerqueira.

Além dos protestos realizados na tarde de hoje, a CUT deve reunir movimentos contra a censura na Casa do Jornalista nesta noite e organizar novos atos em prol da democracia e em oposição as ações na universidade.

Já a própria universidade, em nota, pontua que não se manifestará em relação as questões legais do processo. “Dada a transparência com que lida com as questões de natureza institucional, a UFMG torna público que contribuirá, como é sua tradição, para a correta, rápida e efetiva apuração do caso específico”, comenta a universidade em nota.

Operação “Esperança Equilibrista”

A operação possuía o objetivo de cumprir oito mandatos judiciais de condução coercitiva e 11 de busca e apreensão. A ação se soma à investigação de desvios de recursos públicos da construção do Memorial da Anistia Política do Brasil financiado pelo Ministério da Justiça e realizado pela UFMG.

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