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MPF vai investigar as causas do rompimento de mineroduto; contaminação chega ao Rio Casca

Cerca de 300 toneladas do material foram despejadas no leito do Rio Santo Antônio desde a manhã de segunda-feira

Redação Sou BH - 13/03/18 as 12:19 - Atualizado em 13/03/18 as 13:36

mineroduto
Foto: Divulgação/MPF

Após o rompimento de um mineroduto em Santo Antônio do Grama, na Zona da Mata, resíduos de contaminação atingiram o Rio Casca, localizado na mesma região, na manhã desta terça-feira (13). Também nesta manhã, o Ministério Público Federal de Minas Gerais (MPF-MG) instaurou inquérito para investigar as causas do incidente.

De acordo com a empresa Anglo American, responsável pelo mineroduto, cerca de 300 toneladas do material foram despejadas no leito do Rio Santo Antônio desde a manhã de segunda-feira.

Essa contaminação já atingiu o curso d’água do Rio Casca, que permanece sob vigilância das equipes do Núcleo de Emergência Ambiental (NEA). Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), equipes técnicas verificaram que os sedimentos que vazaram do mineroduto percorreram aproximadamente sete quilômetros, nos dois cursos d’água.

“Percebeu-se que o material mais pesado se sedimentou no leito do Ribeirão Santo Antônio, passando pela cidade de Santo Antônio do Grama. Já o material mais fino chegou a atingir o Rio Casca, porém bastante diluído”, afirma a Semad.

Investigação

Após o rompimento, o MPF-MG deu início às investigações sobre as causas do episódio e as possíveis consequências. Em nota, o órgão afirma que irá apurar a responsabilidade sobre o ocorrido e que as primeiras medidas já foram tomadas. “Solicitamos informações, em caráter de urgência, ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), órgão federal responsável pelo licenciamento e fiscalização do mineroduto, à Copasa, à Semad e à Prefeitura de Santo Antônio do Grama sobre o rompimento, a possível contaminação de cursos d’água e a natureza dos resíduos”.

Já o Ibama, responsável pela licença da mineradora, informou que destacou uma equipe para o local e somente após as vistorias necessárias conseguirá estimar o dano real causado pelo rompimento e decidir quais medidas administrativas serão tomadas. Porém, o instituto afirma que a suspenção da licença não é cogitada. Ainda segundo o órgão, as substâncias derramadas nos rios não são tóxicas e não oferecem riscos à saúde humana.

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