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Direto da roça! BH ganha clube de assinantes de ovos caipiras

São seis opções de plano e os ovos vêm de pequenos produtores

Redação Sou BH - 17/12/18 as 18:20 - Atualizado em 18/12/18 as 17:34

ovos no cesto
Foto: Rawpixel/Shutterstock.com

Viver na correria da cidade grande nem sempre favorece uma alimentação mais natural e fresca. Mas algumas ideias auxiliam quem quer manter um cardápio saudável, mesmo morando na 'selva de pedras'. É o caso do clube de assinantes de ovos caipiras chamado ovOvo. 

Tudo começou quando um primo do idealizador do projeto, Daniel Peron, resolveu morar em São João Del Rei para criar galinhas caipiras e levar uma vida mais tranquila. “Ele procurou a Criasol, que desenvolve sistemas, para fazer um trabalho de internet, redes sociais. Então oferecemos pra ele começar a vender em BH e expandir os negócios”.

Além disso, Daniel também se sensibilizou com a causa dos pequenos produtores de alimentos que, segundo ele, ganham pouco para conseguir comercializar com grandes distribuidores.  

O produto

De acordo com Daniel, muita gente pensa que ovo caipira é definido pela cor da casca, mas não é tão simples assim. “O que diz se um ovo é caipira é a alimentação da galinha e a forma como ela é criada. A ração não pode ter aditivo químico e cada galinha tem que ter no mínimo três metros quadrados de espaço livre para viver. Isso é uma normativa do Ministério da Agricultura”, detalha.

Depois de pesquisar o mercado, ele procurou pequenos produtores para abraçarem o negócio. Lançado este mês, o clube já conta com cinco clientes e três fornecedores, localizados em Betim, São João Del Rei e Itaguara. “A gente vende pelo preço médio do sacolão e repassa parte para o fornecedor para viabilizar o negócio para os pequenos produtores”, detalha.

Como funciona

O assinante faz um cadastro no site e escolhe a quantidade de ovos e a frequência que deseja receber, que pode ser: uma, duas ou três dúzias por semana ou de 15 em 15 dias. O pagamento é feito por cartão de crédito e o preço mais em conta é o do plano de três dúzias por semana que sai em torno de R$ 11 (a dúzia) com o frete incluído, ou seja, os ovos chegam na porta do comprador.

A empresa incentiva os clientes a retornarem a embalagem de plástico onde o ovo é transportado para ser reutilizada nas próximas entregas. Daniel explica que por se tratar de uma produção caipira, é muito comum que um ou outro ovo esteja estragado, mas salienta: “Isso é até um bom sinal, mostra que a galinha não ingere remédios. Nesse caso é só o cliente nos informar por e-mail ou Whatsapp que nós substituímos o ovo”.

Para 2019, o clube pretende contratar um veterinário que fará as inspeções em cada novo fornecedor. O limite atual da empresa é de 300 dúzias por semana.

Conheça o site da ovOvo!

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