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PBH registra queda na receita e fecha ano no vermelho: déficit é de R$ 319 milhões

Município registrou uma queda de quase 5,2% na arrecadação do ano passado em relação a 2016

Redação Sou BH - 23/02/18 as 12:07 - Atualizado em 23/02/18 as 14:59

PBH
Foto: Divino Advincula/PBH

Por Júlia Alves

A Prefeitura de Belo Horizonte fechou 2017 no vermelho. Com um déficit de R$ 319 milhões, os cofres do governo municipal registraram uma queda de quase 5,2% na receita total do ano passado em relação a 2016. Por isso, a baixa nos cofres foi ainda mais sentida, principalmente pelo aumento nas despesas em 10,7%. Essa e outras informações foram apresentadas nesta sexta-feira (23) na sede da administração.

Os secretários de Fazenda, Fuad Noman, e de Planejamento, Orçamento e Gestão, André Reis, apresentaram os gastos do orçamento passado e explanaram o planejamento para este ano. "Nós conseguimos fechar o ano financeiro ainda pagando dívidas das gestões anteriores que somavam R$ 600 milhões", afirmou Noman.

A principal aposta da administração municipal para melhorar o cenário é viabilizar o dinheiro de devedores. “A situação da prefeitura não é maravilhosa. Mas, mesmo com a diminuição da receita, conseguimos pagar todas as dívidas. Por isso, para este ano de 2018 a expectativa é de um aumento na arrecadação, principalmente com a cobrança dos inadimplentes”, completa o secretário.

Mais gastos e arrecadação

Segundo a administração atual, o balanço orçamentário de 2017 é um reflexo das gestões passadas, ou seja, a arrecadação dos anos anteriores ao balanço é utilizada para a pagamento de despesas atuais, tendo em vista a mudança de governo no ano passado.

“Eu realizo despesas no mandato atual com receitas que eu arrecadei em anos anteriores. Então, orçamentariamente, estamos registrando este déficit, mas financeiramente não temos esse problema porque o dinheiro da gestão atual está na conta. Que são cerca de R$ 70 milhões”, comenta o secretário de Planejamento, André Reis.

Com a previsão de mais gastos com a educação e a saúde, seja em infraestrutura ou na compra de materiais, a PBH planeja realizar cortes para manter o equilíbrio das contas. “A gente começou o ano com uma reforma administrativa, com redução de cargos e comissões. Além da redução de estruturas dentro da prefeitura e revisão de contratos com nossos fornecedores”, pontua o secretário.

Já o funcionalismo público terá seus benefícios e pagamentos assegurados pelo fundo da administração municipal e uma poupança criada exclusivamente para isso, com um total de R$ 500 milhões. "Estamos criando uma possibilidade de segurança para o servidores públicos. Uma securitização desses trabalhadores para que no futuro eles possam receber os benefícios em dia", afirma André Reis. 

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