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Veja dicas para educar seu filho sem agir com violência

É na primeira infância que a criança constrói a identidade. Nessa fase, é preciso paciência para dialogar e evitar castigos físicos

Redação Sou BH - 08/11/18 as 09:00 - Atualizado em 07/11/18 as 15:13

Mãe e filha dialogando
Foto: Nd3000/Shutterstock.com

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É possível educar sem bater, ou recorrer a castigos físicos? Desde 2014, a lei 13.010 incentiva uma relação entre pais e filhos guiada pelo diálogo, afeto e empatia. Mas, quais as maneiras para criar as crianças sem violência?

Educar exige paciência, determinação, tolerância e disciplina. É na infância que os pais irão contribuir para a construção da identidade dos filhos. O período de zero a seis anos de idade é uma fase importante para a formação da criança como cidadã apta à convivência social.

Na primeira infância, ela irá absorver emoções que no futuro vão ajudar no seu desenvolvimento. Isso quer dizer que a boa evolução cognitiva e emocional está diretamente relacionada ao modo como ocorreram as relações de afeto com seus pais ou cuidadores.

Pesquisas revelam que os castigos físicos prejudicam o desenvolvimento das crianças e as tornam adultos que reproduzem a violência em suas relações, por entender que esse é o caminho a ser seguido para a resolução de problemas.

Dicas para educar sem violência

Seja autoridade, e não autoritário

Ser autoritário é, muitas vezes, agir com arrogância. Bater, gritar ou usar a força não faz com que a criança perceba os pais como autoridade – com essa, se ganha confiança e domínio das situações. A dica é ter postura firme e segura.

Explique o sim e o não

Dizer ‘não’ sem dizer que o ‘sim’ também existe pode fazer com que a criança cresça sempre com a resposta negativa na ponta da língua. Dessa maneira, o ‘não’ poderá ser a resposta mais frequente que ele dará aos pais.  Portanto, seja firme no pedido e faça-o pensar sobre o comportamento inadequado.

Estabeleça normas e regras claras

Quando os pais são confrontados, devem ser firmes, dialogar. Não devem gritar e nem dizer que, por ser criança, ela não sabe o que está dizendo. Crie as regras e coloque-as em prática.

Olhe nos olhos

Fale com a criança olhando diretamente nos olhos, sem gritar ou perder o controle. Se for preciso, segure-a com firmeza, mas com amor.

Procure ajuda, se necessário

Em alguns casos, a situação fica sem controle, com discussões constantes. A recomendação dos especialistas é buscar a ajuda de um psicólogo ou pedagogo, por exemplo. Essa atitude é importante para evitar problemas mais graves na adolescência.

Texto: Jailde Barreto / Design: Alex Mendes
Fonte: Ministérios dos Direitos Humanos e SOS dos pais – como educar sem enlouquecer. Cris Poli.

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.

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