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Alô Terezinha! Se liga que vai estrear Chacrinha, o Velho Guerreiro!

Sabemos que ele veio pra confundir. Mas o Sou BH e a Claro Brasil explicam pra você as contribuições deste importante comunicador para a TV brasileira.

Redação Sou BH - 01/11/18 as 15:11 - Atualizado em 03/11/18 as 00:17

Chacrinha e Elke no filme
Foto: Suzanna Tierrie

Por Izabela Ventura

“Quem não se comunica se trumbica”, já dizia José Abelardo Barbosa. Se você não reconheceu o bordão, ou não lembrou do nome, corra para os cinemas no próximo dia 8. É que estreia Chacrinha: O Velho Guerreiro, para contar a história de um dos principais comunicadores da televisão brasileira, pioneiro em muitos elementos presentes até hoje nas telinhas.

Uma das principais inovações dele foi criar uma linguagem própria para a TV (até então uma novidade super tecnológica), quando o que se fazia na época era meramente transportar os programas do rádio para a tela.

Chacrinha fez parte da geração de apresentadores de rádio que migraram para a TV, como também ocorreu com grandes nomes, a exemplo de Flávio Cavalcanti, J.Silvestre, Silvio Santos e Raul Gil. Um caso mais recente é o de Luciano Huck, que tinha um programa de rádio paralelo a outro de TV, antes de estrear nas tardes de sábado da TV Globo – lugar antes ocupado pelo Chacrinha, inclusive.

Getúlio Neuremberg, de 49 anos, acompanhou o Chacrinha na adolescência. Hoje, professor de rádio e televisão da PUC Minas e Estácio de Sá, ele avalia que o apresentador foi quem começou a desenhar a parte visual dos programas de auditório.

“Chacrinha começou a trabalhar a imagem para a televisão. Roupas engraçadas e chamativas e a icônica buzina acoplada ao corpo para reprovar os calouros que se saíam mal. O programa virava uma grande festa”, relata o professor. Outra farra da atração eram os ‘brindes’ atirados na plateia; teve até um que deu origem ao bordão ‘vocês querem bacalhau?’ Imagine só levar uma bacalhoada na cabeça!

O enredo

A cinebiografia narra a trajetória de Abelardo desde que largou a faculdade de medicina para se aventurar no primeiro ‘bico’ como locutor – primeiro em porta de loja, depois, no rádio. O apelido surgiu no primeiro programa, que era gravado em uma chácara. Essa primeira fase é interpretada por Eduardo Sterblitch, que fez bem o dever de casa e imita direitinho o jeito de falar e gesticular do ‘original’.

O filme mostra personalidades que estavam apenas começando a carreira rumo ao estrelato, como o jovem Roberto Carlos, e ganharam um empurrãozinho do comunicador. Já a força que Chacrinha deu à Clara Nunes foi maior: foi ele quem a incentivou a trocar o bolero pelo samba (e com quem teve um suposto caso amoroso também).

Há curiosidades abordadas, como os problemas com a censura que teve por causa do figurino ‘obsceno’ das chacretes e a relação paternal com a colega Elke Maravilha, apesar de ter sido um pai ausente em casa. Vale a pena conhecer este pedação da história da cultura brasileira, por meio da concepção dos programas de auditório!

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