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Câncer de mama: tinha um nódulo no meio do caminho

De um dia para o outro, um diagnóstico pode mudar o curso da vida

Redação Sou BH - 13/10/16 as 13:54 - Atualizado em 13/10/16 as 14:45

Perder os cabelos é um dos vários efeitos colaterais do tratamento do câncer de mama. Foto: Banco de imagens

Dor, seios inchados e um tumor maligno. Assim a vida de Edemilda Luciene dos Santos, e de tantas outras mulheres no mundo todo, é transformada pelo câncer de mama. Entre a perda dos cabelos e dos seios, tantas outras mudanças impactam a vida de cada paciente.  A batalha é não é fácil, mas histórias inspiradoras ajudam a seguir em frente e passar por cima de mais uma etapa.

Era janeiro de 2014. Durante uma viagem a trabalho, Edemilda sentiu um incômodo enquanto estava dormindo. No dia seguinte, se olhando no espelho percebeu os seios inchados. Ao retornar para Belo Horizonte, procurou imediatamente o mastologista Dr. Gustavo Lanza.

No mês seguinte, Edemilda realizou exames no Hospital Luxemburgo e foi encaminhada para o SUS, onde o diagnóstico seria feito. E ele chegou em março. O Tumor Filoide, um câncer que raramente é maligno, fez com que a mais nova paciente de 40 anos retirasse a mama esquerda, em abril. A situação, que já era delicada, se complicou, forçando Edemilda a uma segunda cirurgia no mesmo local. 

“Assim que descobri, questionei o doutor sobre o nível da minha doença e ele me tranquilizou quando disse que o ponto positivo é que ela não sofre metástase, que é quando o câncer se espalha para outros órgãos”, explicou Edemilda.

Quase um ano depois, em meio a sessões de radioterapia, outro choque: um nódulo no lado direito. Mas, dessa vez, Edemilda foi rápida e cortou o mal pela raiz. Retirou a mama direita e na mesma sala de cirurgia implantou uma prótese de silicone. O cabelo caiu com 13 dias de quimioterapia, mas com cinco perucas diferentes, esse não foi um problema. Na verdade, o novo corte raspadinho foi adotado por ela com muito gosto.

Já no período final do tratamento, Edemilda reconstruiu a mama esquerda e, mais uma vez, outra complicação atrasou o procedimento. A prótese esquerda foi rejeitada. Mas Edemilda foi mais insistente,  não aceitou o não como resposta e buscou o melhor para ela. Tanta energia positiva conquistou os voluntários do hospital Mário Penna, que decidiram presentear a paciente com uma nova prótese.

A cada fase, Edemilda não deixou de viver a vida tranquilamente. Terminou um noivado, recebeu o apoio do filho, dos amigos, sambou muito nos fins de semana, reatou o namoro, marcou o casamento e o principal, não deixou de ter fé. Também adotou hábitos que o câncer de mama requer, como consultas psicológicas frequentes, visita ao oncologista a cada três meses e ao mastologista duas vezes ao ano.

Edemilda deixa seu recado: “É preciso fazer prevenção mais cedo. O câncer de mama não tem idade. Não podemos desistir, existe cura e tratamento. Você tem que querer viver”. 

*Créditos da foto: Paola Vasconcelos Moreira

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